quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Com chuvas, moradores tentam evitar tragédia

Tribuna de Petrópolis - 11/01/2012

No Floresta, a casa de Andréa Gonçalves foi interditada: até móveis ficaram
Até agora, 39 residências foram interditadas pela Defesa Civil de Petrópolis. Com mais de 500 ocorrências registradas em 10 dias, o trabalho de fiscalização tem sido grande para vistoriar todas as áreas atingidas ou ameaçadas com as chuvas deste início de ano. Dois chamados da mesma região deixam famílias preocupadas e sem ter muito o que fazer com seus imóveis. Casas interditadas no Bairro Esperança e no Floresta afetam 14 pessoas.
Na Rua Aristides Ladeira, próximo ao número 113, no Bairro Esperança, a casa que recebeu intervenção da Defesa Civil fez com que Juliana saísse de lá com a mãe. Uma barreira atrás da casa condenou o imóvel, na beira da rua, e ainda ameaça outras moradias. “E tem ainda uma casa com um rapaz doente, um problema de saúde que o faz ter dificuldades para andar. É um imóvel em área de risco”, citou o auxiliar de serviços gerais Milton Teixeira Hang, morador do local, comentando sobre a situação da localidade.
Já na Rua Henrique Paixão, no Floresta, Andréa Alves Gonçalves está fora de casa desde o dia 2 de janeiro, data em que ela foi interditada. O que causa mais preocupação é que seus seis filhos precisam se abrigar na casa de amigos, como ela. “Eu fui pra casa de um amigo. Já os meus filhos têm que se dividir na casa de outras pessoas. A barreira caiu e atingiu a casa do meu tio, que fica sobre a minha. A Defesa Civil interditou toda a área e tivemos que sair. Meus móveis ficaram lá”, explica Andréa.
São três residências no número 1114 da rua. Além da sua casa, o terreno conta com as construções do tio e da mãe, totalizando 12 pessoas no espaço. “Estou perdida. Só consegui pegar as minhas roupas. Para completar, um de meus filhos, de 12 anos, tem problema no coração e precisa de tratamento no Rio de Janeiro. Isso nos faz viajar com frequência. A Defesa Civil pediu pra procurar uma casa com aluguel de R$ 200, que é o que eles podem pagar, mas eu nunca paguei aluguel e minha situação financeira não é boa”, desabafou ela.

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