quarta-feira, 9 de março de 2016

Morre o Frei Moser

Frei Antônio Moser (1939-2016)
Morreu na manhã dessa quarta-feira, 9/03, o frei Antônio Moser em uma tentativa de assalto na Rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, próximo a entrada da Rio-Magé. De acordo com informações do site do jornal Extra, o crime aconteceu por volta das 6:10, na pista sentido Rio da estrada. Já baleado, o frei ainda conseguiu dirigir o seu Honda Civic até o acostamento. Os bandidos, que estariam de moto, conseguiram fugir. Equipes da Concer, a concessionária que administra a BR 040 nesse trecho, foram até o local, mas já o encontraram morto.
Frei Antônio Moser nasceu em Gaspar, Santa Catarina, em 29 de agosto de 1939. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 19 de dezembro de 1959. Estudou Filosofia e Teologia em Petrópolis, sendo ordenado sacerdote em 15 de dezembro de 1965. Depois cursou a licenciatura em Teologia em Lyon, na França, e doutorou-se em Teologia, com especialização em Moral, na Academia Alfonsianum, em Roma, com a tese doutoral: “O compromisso do cristão com o mundo na teologia de M.D. Chenu”. Durante 10 anos lecionou Teologia Patrística, foi professor na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, lecionando na graduação e na pós-graduação, além de ter passagens como professor convidado na Universidade Católica de Lisboa (Portugal) e na Universidade de Berkeley (Califórnia - Estados Unidos).
É autor de 27 livros, vários deles traduzidos para outras línguas, participou como co-autor e colaborador de inúmeros títulos e publicou incontáveis artigos espalhados por revistas nacionais e internacionais. Construiu quinze comunidades de fé, algumas na Baixada Fluminense e outras em Petrópolis. Entre elas estão a Comunidade Menino Jesus de Praga, no Dias de Oliveira, e a Paróquia de Santa Clara. Elas merecem destaque também pela arquitetura e o paisagismo. Atualmente é Diretor Presidente da Editora Vozes, professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF) em Petrópolis, Pároco da Igreja de Santa Clara, diretor do Centro Educacional Terra Santa, além de conferencista no Brasil e no exterior.
Esteve presente em nossa paróquia inúmeras vezes, participando da Novena do Glorioso Mártir São Sebastião em algumas oportunidades. Fica a saudade e nossos sentimentos a todos seus paroquianos e amigos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Números e curiosidades da Copa Libertadores da América


Hoje começa mais uma edição da Copa Libertadores da América, a 57ª. O jogo inaugural será Huracán, da Argentina, contra o Caracas, da Venezuela, pela Pré-Libertadores, ás 20:30. O vencedor do confronto vai entrar no Grupo 4. Neste ano, os representantes brasileiros são: Atlético Mineiro, Corinthians, Grêmio, Palmeiras e São Paulo (que está também na Pré-Libertadores). O site ogol.com.br resgatou as fichas de todos os jogos, desde 1960, e listou as principais estatísticas da principal competição do continente. Seguem os dados:


  • Clube com mais títulos: Independiente - ARG 7 (Não vence a competição desde 1984)
  • Com mais jogos: Nacional - URU, 349
  • Com mais vitórias: Peñarol - URU, 152
  • Clube brasileiro com mais jogos: São Paulo,167
  • Clube brasileiro com mais gols: Cruzeiro, 278
  • Maior goleada: Peñarol - URU 11x2 Valencia - VEN, 1970
  • Jogo com mais gols: Peñarol - URU 11x2 Valencia - VEN, 13 gols, 1970
  • Jogo mais vezes repetido: Nacional x Peñarol, 38 confrontos.
  • Jogador com mais títulos: Pedro Sá, 6 (4 pelo Independiente, 2 pelo Boca Juniors).
  • Jogadores brasileiros com mais títulos: Victor, Ronaldo Luiz, Fabiano Eller e Palhinha, todos com 3.
  • Jogador com mais jogos: Éver Almeida, 113.
  • Brasileiro com mais jogos: Rogério Ceni, 90
  • Artilheiro: Alberto Spencer, 54 gols
  • Brasileiro com mais gols: Luizão, 29
  • Jogador com mais gols em um jogo: Juan Sánchez (Blooming - BOL), 6 gols no Blooming - BOL 8x0 Petare - VEN, 1985
  • Brasileiro com mais gols em um jogo: Fernando Baiano (Corinthians), 5 gols no Corinthians 6x2 Cerro Porteño - PAR, 1999.
  • Jogador com mais gols numa só edição: Luizão, 15 – Corinthians, 2000

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Desempenho dos campeões da Copa São de Paulo de 2011 nos profissionais do Flamengo


Time campeão da Copinha em 2011: só o goleiro César permanece no plantel 
Na última segunda-feira (25), o Flamengo conquistou o seu terceiro título na Copa São Paulo de Juniores. Os triunfos anteriores vieram em 1990 e 2011. Na primeira vez, o time campeão entrou para a história como um dos que mais revelou jogadores para o futebol brasileiro, destacando-se nomes como Júnior Baiano, Marcelinho Carioca, Djalminha, Paulo Nunes e Nélio. Há cinco anos, a equipe também encantou, mas até agora nenhum nome teve sucesso entre os profissionais. Nomes como Negueba, Adryan e Rafinha tiveram seus minutos de fama, mas não emplacaram grandes sequências como titulares. Alguns já até deixaram o Flamengo. Abaixo, segue uma análise desses jogadores pelo time profissional do Flamengo.

César - 25 jogos / 22 gols sofridos. Único que segue no atual elenco do Flamengo. Contrato até 31/12/2018.
Alex - Não atuou pelos profissionais. Foi vendido para o Vitesse, da Holanda, ainda em 2011.
Marllon - 17 jogos. Emprestado para o Boavista em 2013, seguiu depois para o Rio Claro - SP.
Frauches - 27 jogos. Com contrato até 10/04/2016, está emprestado ao Boavista para a disputa do Campeonato Carioca desse ano.
Anderson - 1 jogo. Assim como seu irmão gêmeo Alex, foi vendido para o Vitesse, da Holanda, ainda em 2011.
Vítor Hugo - 2 jogos. Emprestado para o Guarani de Palhoça - SC em 2013, seguiu depois por Boavista, Alecrim - RN e Tigres do Brasil. Vai disputar o Carioca desse ano com nova passagem pelo Boavista.
Muralha - 68 jogos. Com contrato até 31/12/2017, está emprestado para o Luverdense.
Lorran - 2 jogos. Emprestado para o Audax - SP em 2014, seguiu depois para o Madureira.
Adryan - 48 jogos / 3 gols. Com contrato até 31/03/2017, está emprestado ao Nantes, da França.
Negueba - 90 jogos / 6 gols. Emprestado para o São Paulo em 2013, retornou ao Flamengo e depois seguiu para o Coritiba. Foi campeão mundial Sub-20 com a Seleção Brasileira também em 2011.
Lucas - 6 jogos. Emprestado para o Santa Clara, de Portugal, em 2013, seguiu depois para o Atlético - GO e Nacional - PR.

Outros
Douglas - O goleiro não atuou pelos profissionais. Foi negociado com o Democrata de Governador Valadares em 2013.
Caio - O goleiro não atuou pelos profissionais. Foi negociado com o Bonsucesso em 2014.
Jean Max - O goleiro não atuou pelos profissionais. Emprestado para o Serra Macaense em 2013, seguiu depois para o Gonçalense.
Digão - 16 jogos. Emprestado para o América - RN em 2014. Seguiu depois para o Volta Redonda.
China - Não atuou pelos profissionais. Foi negociado com o Bonsucesso em 2014.
Fernando Fernandes - 3 jogos. Emprestado para o Bragantino em 2015, seguiu depois por Volta Redonda e Portuguesa - RJ.
Felipe Dias - 3 jogos. Seguiu para o Tombense em 2014.
Maicon Douglas - Não atuou pelos profissionais. Seguiu para o Corinthians ainda em 2011.
Pedrinho -  Não atuou pelos profissionais. Emprestado para o Bahia de Feira em 2013, seguiu depois por América - RN e América de Teófilo Otoni.
Mattheus - 20 jogos. Com contrato até 19/05/2016, está emprestado ao Estoril, de Portugal.
Thomás - 30 jogos. Com contrato até 31/12/2017, está emprestado ao Joinville.
Rafinha - 44 jogos / 3 gols. Com contrato até 30/01/2018, está emprestado ao Metropolitano - SC.
Yguinho - 1 jogo. Seguiu para o Botafogo em 2013.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Novena de São Sebastião 2016 – 9º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
A Novena do Glorioso Mártir São Sebastião chegou ao fim nessa terça-feira com o seu nono e último dia. O sacerdote a presidir a celebração foi o padre Mário Coutinho, pároco na Igreja de São José, em Itaipava. Ele falou sobre o tema "Maria: Mãe da misericórdia". Também esteve presente o padre Gustavo. Vale registrar que nesses nove dias a igreja esteve sempre cheia, registrando grande participação dos paroquianos, mesmo com a chuva dos últimos dias.
Logo no início de sua homilia, o padre Mário chamou a atenção para um beija-flor que voava de um lado para o outro desde antes da missa. Ele disse que o coração dessa ave pode bater até 480 vezes por minuto (quando ela está em repouso) e esse coração representa 15% do volume corporal dela, a maior proporção entre todos os animais. É uma criatura divina, onde Deus expressa sua misericórdia possibilitando que uma ave tão frágil possa fazer tanto.
Observando também a imagem de Nossa Senhora da Piedade que fica na entrada da igreja, à esquerda, pode falar diretamente do tema. "Assim como Jesus está ali repousando no colo de Nossa Senhora, nós que passamos dias prostrados com doenças, cansaço e as batalhas diárias precisamos também desse colo de mãe. Maria é a mãe da misericórdia e é o que expressa essa imagem da Pietá", declarou.
"Nossa vida é marcada por dores, sofrimento, perdas e até dúvidas sobre as coisas de Deus. Onde está o amor de Deus perante a fome que o mundo passa? Nas tragédias que assolam os povos? Nas crianças que sofrem? Fazemo-nos inúmeras perguntas até percebermos que é ali que o amor de Deus se torna abundante, sendo a presença viva que nos conforta, nos leva adiante", enfatizou.
Ele lembrou que passamos a chamar Maria de mãe a partir do momento que Jesus a entregou ao discípulo que amava. "Diante da cruz nós sentimos pequenos, nossas dúvidas tornam-se pequeninas. Nossa Senhora permaneceu de pé até o fim quando o filho já agonizava na cruz. Ela incentivava o filho a dar sua vida por nós, mesmo sofrendo, pois sabia que a vontade do Pai era plena e sua misericórdia não falharia", disse.
O padre Mário falou que o fato de estarmos sempre trazendo Maria as nossos pensamentos e orações é porque precisamos aprender com ela a dimensão do verdadeiro amor. "Volte para nós o seu olhar, ó mãe. Que veja em cada um de nós um filho sofredor que precisa do seu carinho e afeto", bradou ele, que terminou sua reflexão com um momento de oração envolvido pela canção Onde o Espírito de Deus Está, da Comunidade Católica Colo de Deus. "Todos nós somos convidados a ter uma vida nova, ninguém está perdido".

Novena de São Sebastião 2016 – 8º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
No oitavo e penúltimo dia de nossa Novena do Glorioso Mártir São Sebastião, recebemos o padre Rogério Carvalho, ex-capelão militar e atualmente trabalhando como vigário na Paróquia São Nicolau de Suruí. Ele, que veio nos falar sobre "Justiça e misericórdia", demonstrou alegria em mais uma vez poder participar dessa novena, o que já fizera em anos passados. Rezou a missa também em memória do saudoso Padre Quinha, no dia em que se completou três anos de seu falecimento.
O padre Rogério também disse ter sido muito oportuna a escolha do tema deste ano, tratando de um assunto bem atual que é o Ano da Misericórdia, aberto em 8 de dezembro de 2015, há pouco mais de um mês. Logo no início, ele disse que para praticarmos a misericórdia precisamos entender o próximo. "Muitas vezes exigimos do outro uma perfeição que nem nós mesmos temos", declarou.
Segundo o padre, o Papa Francisco já é conhecido por muitas pessoas como o Homem da Misericórdia, então nada mais justo de ser ele o pontífice a proclamar um jubileu justamente para ela, a misericórdia divina. "Justiça e misericórdia. Uma complementa a outra. A convivência humana precisa ter a justiça nas relações pessoais. Sem ela seria impossível viver", afirmou.
"O conceito de justiça na bíblia, sobretudo no Antigo Testamento, é o de observância da lei. Mas é preciso ter cuidado para não se tornar um legalista, um fariseu. Quando a justiça é exercida sem misericórdia compromete as relações humanas. Ao invés de libertar, escraviza, leva o indivíduo a ser preso ao legalismo, à letra fria da lei. Embora seja justo, Deus não se deixa limitar pela própria justiça, ele usa de misericórdia", explicou ele.
Citou ainda a passagem de Mateus 9, 13 (Eu prefiro a misericórdia e não o sacrifício), onde Jesus, sentado à mesa do próprio cobrador de impostos e autor desse evangelho, se dirige a um grupo de fariseus para dizer que veio para os doentes, aqueles que precisam de ajuda. Quando o próprio Cristo diz a frase marcante, quer revelar sua preferência pela misericórdia ante ao mero cumprimento das leis.
Em outra passagem, agora de Ezequiel (33, 11), Deus revela ao profeta que não se alegra com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida. "Ele é justo, mas ao mesmo tempo deseja que todos conheçam a verdade e encontrem nela a salvação, como diz São Paulo na carta a Timóteo", completou ele.
No fim, ainda lembrou que nosso bispo, dom Gregório, dedicou cinco igrejas em nossa diocese para que possamos visitar e entrar pela porta santa, recebendo assim a indulgência plenária. As igrejas são: Catedral São Pedro de Alcântara, Santuário Nossa Senhora do Amor Divino em Corrêas, Santuário Bom Jesus de Matosinhos, Igreja Santa Teresa de Teresópolis e o Poço Bento em Magé.
A indulgência, numa definição simples, é o perdão do mal causado como consequência do pecado já perdoado. Para obtê-la é necessário estar em estado de graça (devidamente confessado), receber a santíssima eucaristia e orar segundo as intenções do papa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Novena de São Sebastião 2016 – 7º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
No sétimo dia da Novena do Glorioso Mártir São Sebastião, acolhemos nesse domingo o padre Anderson, diretor espiritual do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino e vigário na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Madame Machado. Ele veio nos falar sobre “Reconciliação: o sacramento que permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia”.
Logo de início, o padre Anderson tratou de nos falar sobre o significado da palavra misericórdia, de sua origem, a exemplo do que o padre Renato já havia tratado no primeiro dia. “Misericórdia é ter compaixão pela miséria alheia, algo que nos leva a superá-la. Não é ter um sentimento de pena qualquer, é se compadecer verdadeiramente por outro”, definiu ele. Para entendermos melhor, disse que deveríamos ter o mesmo sentimento perante um acidente de um ente querido nosso quanto de um desconhecido, no sentido de procurar entender a dor do outro.
“A grande debilidade do homem é o pecado. Jesus Cristo veio ao nosso encontro para eliminar nossas misérias, nossos pecados. Assim como Ele chegou até nós, devemos ir ao encontro dos nossos irmãos”, disse ele. Em seguida, nos convidou a fazer o apostolado da confissão, o que também é um convite do Papa Francisco no documento O Rosto da Misericórdia.
“Devemos levar nossos irmãos à confissão, o sacramento da reconciliação. Quantas pessoas que conhecemos e participam ativamente da Igreja, alguns frequentando as missas semanalmente ou até diariamente, e que passam um longo tempo sem se confessar? A missão desse ano, o Ano da Misericórdia, é que busquemos mais esse sacramento e estendamos ao próximo”, exortou o padre.
Ele citou São João Maria Vianney, o padroeiro dos sacerdotes, dizendo que o padre tem a chave do tesouro da misericórdia divina. “Nós padres devemos ser penitentes também para realizarmos mais e melhores confissões”, afirmou ele, que ainda completou: “Busquemos os afastados, os perdidos, os que estão no crime. É o que nos pede o papa nesse Ano Santo. Sejamos missionários da misericórdia”.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Novena de São Sebastião 2016 – 6º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema - Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
No sexto dia de nossa novena, recebemos o padre André Luiz, amigo de nosso pároco e diretor espiritual do Seminário São José, da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ele veio para nos falar sobre o tema "Misericórdia: fonte de alegria e libertação". Em uma noite onde não tivemos a festa de barraquinhas (a festa foi adiada para o próximo fim de semana devido à chuva), não faltou motivos para festejar o Senhor na celebração eucarística, que contou ainda com a presença de Olívia Ferreira, responsável ainda pelo louvor realizado após a missa.
Diferente do que habitualmente é feito, ele inverteu a ordem e começou a sua homilia com um belo momento de oração, embalado pela música Estenda o teu Cetro, da Igreja Batista Atitude Central da Barra. Citando o salmo do dia "Terra inteira, estremecei diante dele / Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” / pois os povos ele julga com justiça" (Salmo 95), nos convidou a deixar o coração estremecer diante de Deus, ante o seu poder misericordioso.
Dando continuidade à sua condução, nos lembrou que o melhor tempero para o bolo não é um fermento ou farinha especial, mas o carinho. "E o tempero da Igreja é o Espírito Santo. Ele faz a massa do reino de Deus crescer", completou o padre. Em seguida, pediu que cada um pegasse a mão do irmão que estava ao lado e orasse por ele. "Precisamos estar atentos ao outro", enfatizou. Em sua oração, foi pedindo que os corações ali machucados, com sentimento de abandono, tristeza e depressão fossem tocados pelo Espírito santo e pelo poder do Senhor. "Tenho certeza que você vai sair renovado hoje dessa igreja", proclamou.
Após esse início, onde nos conquistou com sua voz forte e firme, veio ainda nos trazer o tema proposto, dando continuidade ao documento Misericordiae Vultus. "Eu estive na abertura da porta santa no Vaticano, no dia da Imaculada Conceição. Eu me emocionei com as palavras do Santo Padre, o Papa Francisco, ao dizer que aquela era a porta dos justos", contou ele. O sacerdote falou que o mais tocante desse documento escrito pelo sumo pontífice é o seu convite para sermos sensíveis, termos mais capacidade de agir com misericórdia.
"Não é tempo de julgar, é tempo de agir com misericórdia. Faça tudo pelo irmão, para que ele não se afaste de Deus. Não podemos ficar nas trevas da tristeza", afirmou ele. Em seguida e por fim, leu para nós as obras de misericórdia corporais e espirituais contidas na bula, que aqui também transcrevemos.
Obras de misericórdia corporal
  • Dar de comer aos famintos
  • Dar de beber aos sedentos
  • Vestir os nus
  • Acolher os peregrinos
  • Dar assistência aos enfermos
  • Visitar os presos
  • Enterrar os mortos
Obras de misericórdia espiritual
  • Aconselhar os indecisos
  • Ensinar os ignorantes
  • Admoestar os pecadores
  • Consolar os aflitos
  • Perdoar as ofensas
  • Suportar com paciência as pessoas chatas
  • Rezar a Deus pelos vivos e defuntos.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Novena de São Sebastião 2016 – 5º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
No quinto dia da Novena do Glorioso Mártir São Sebastião, tivemos a alegria e a honra de receber outro sacerdote que é filho de nossa comunidade. Nessa sexta chuvosa, o convidado foi o padre Gabriel, ordenado em novembro na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro e que é vigário na Paróquia da Ressurreição, situada no bairro carioca de Copacabana. O tema dessa vez foi “Misericordiosos como o Pai”.
Logo no início de sua reflexão, fez questão de lembrar o dia em que recebeu do padre Amaury a benção de envio para o Seminário Maria Mater Ecclesiae, da Arquidiocese Militar, no primeiro dia da novena de 2009. Ressaltou a alegria de estar presente na novena que tanto participou e mais ainda agora como sacerdote, passados sete anos do seu início de caminhada vocacional.
Citando o evangelho do dia, a passagem onde quatro homens abrem o teto da casa onde Jesus estava em Cafarnaum para descer uma cama com um doente no meio do povo reunido, disse que aquele grupo foi misericordioso como o pai. “Eles venceram o comodismo para ajudar o irmão. Ainda maior que a fé daquele doente, era a fé daqueles amigos”, completou ele.
O padre Gabriel nos convidou a fazer a experiência da misericórdia dentro da paróquia, ao exemplo dos homens do evangelho. “Ás vezes ficamos sabendo que alguma pessoa está mal e só pensamos nela como coitada, sem sentir verdadeiramente a dor, sem nos sensibilizarmos a ponto de fazer algo de concreto por ela. Não abraçamos a causa. Será que não consigo fazer essa experiência de misericórdia no meu grupo, no meu movimento, na missa?”, indagou ele.
Partilhando um pouco do que já viveu em dois meses de sacerdócio, ele falou que a confissão é um momento de ser misericordioso, quando muitas vezes é ser somente o ouvido para alguém contar a sua história, desabafar sobre seus erros e defeitos. “Em muitas vezes, o que falta em nossa paróquia é ouvir, servir de ouvido para os outros. É o que acaba acontecendo com o padre. Digo que dentro do confessionário já chorei em algumas situações ao escutar as pessoas tão arrependidas de seus pecados, quando elas nem sabem os meus”, revelou ele.
Aprender a escutar a palavra de Deus e deixarmos ser abraçados pela sua misericórdia, foram dois passos indicados para que sejamos misericordiosos como o Pai. “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e ser-vos-á dado. Não julgue, pois a medida com que nós julgarmos o outro, será a mesma utilizada para nos medir”, disse ele, citando um trecho do evangelho de São Lucas (6, 37).
Terminando a reflexão, o padre Gabriel ainda conduziu um momento de oração, quando o ministério tocou a música tema dessa novena: “Estava com saudade de Ti”, de Eliana Ribeiro. “Em certos momentos é preciso deixar muita coisa morrer em nossa vida: pecado, más lembranças, coisas do passado. Tudo isso aconteceu há muito tempo, deixa agora a misericórdia de Deus entrar em sua vida”, finalizou ele, lembrando também de conservarmos as velhas e boas amizades, pois o amigo verdadeiro não julga e não trai.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Novena de São Sebastião 2016 – 4º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
O quarto dia da novena foi conduzido pelo Padre Celestino, novo vizinho de nossa paróquia, já que desde outubro é pároco na Igreja de Santo Antônio do Alto da Serra. Voltando hoje das férias, tendo descansado em sua cidade natal, Nossa Senhora dos Remédios, trouxe algumas histórias de sua experiência no interior de Minas Gerais para ilustrar o tema dessa noite que foi “Somos chamados a viver de misericórdia”.
Logo no início da homilia, ele lembrou o quão difícil para nós é perdoar. “A misericórdia ocupa um lugar tão importante na pregação de Jesus que Ele utilizou algumas parábolas para nos aproximar dela como a ovelha perdida, a moeda perdida, o filho pródigo e o servo ingrato que tem uma grande dívida perdoada e não faz o mesmo com uma quantia menor que tinha a receber de um amigo”, explicou ele.
Com sua fala simples e cativante, o padre Celestino foi citando algumas histórias e situações que tem como temática o perdão. Até descontraiu a assembleia ao fazer uma pergunta, que continha uma certa dose de humor, mas nos levou a reflexão. “Qual a nossa diferença para o cachorro? O cachorro trata bem os de casa e late para as pessoas da rua. Nós tratamos bem os de fora e latimos para as pessoas de casa”, contou ele.
“Perdoar não é esquecer, é lembrar sem sentir dor. É como olhar para uma cicatriz antiga. Você vai se lembrar do machucado, mas não vai mais sentir a dor. Não devemos ficar remoendo, alimentando um mal que já passou”, disse ele citando a psicóloga Elizabeth Pimentel, que trata do perdão em suas palestras e lançou um CD famoso sobre o assunto há alguns anos.
Ele terminou a reflexão cantando um trecho da música Ida, conhecida do repertório do padre Marcelo Rossi: “Quem é que vai? Quem é que vai? Quem é que vai nessa barca de Jesus, quem é que vai?”.
Antes, porém leu um texto do Papa Francisco que compartilhamos aqui:
Durante a nossa vida causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos.

Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro.

Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esses tantos transtornos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. O outro também está em construção e também causa transtornos.

E, às vezes, um tijolo cai e nos machuca. Outras vezes, é o cal ou o cimento que suja nosso rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo nós temos que nos limpar e cuidar das feridas, assim como os outros que convivem conosco também têm de fazer.

Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros. Esta é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.

Perdoar é cuidar das feridas e sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros e que, como caminhantes de uma jornada, é preciso olhar adiante.

Se nos preocupamos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício. O convite que faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma! Deixa leve!

Se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me por todos esses transtornos… Estou em construção!”

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Novena de São Sebastião 2016 – 3º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
O terceiro dia da novena foi agraciado com a presença de um dos sacerdotes que é filho de nossa comunidade, o padre Gustavo, ordenado em dezembro. Ele é vice-reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino e vigário da paróquia São Pedro, em Teresópolis. O tema dessa quarta-feira foi “Misericórdia: onipotência de Deus”. Logo no início de sua homilia, ressaltou que o nosso coração vem para a novena desejoso de alcançar uma graça pelas mãos do Senhor.
“E devemos mesmo vir com esse espírito, de sermos mais Dele, deixarmos ser mais amados por Ele”, enfatizou o padre Gustavo. Utilizando as leituras do dia, mostrou que assim como Deus foi amoroso para com Samuel ao precisar chamá-lo quatro vezes até ser atendido, esse mesmo Deus se manifesta misericordioso para nós.
“Assim como Deus chamou um Samuel ainda com muitas falhas, Ele deseja nos ter ao seu lado mesmo que sejamos limitados. Deus nos quer dessa forma mesmo, para nos capacitar, pois nos ama e é rico em misericórdia e poder”, continuou ele. Sendo onipotente, o Senhor não precisaria de nós, mas quer ainda assim contar conosco. Chama-nos ao seu convívio para ser mais íntimo, ser nosso amigo.
“Deus te chamou aqui hoje para cuidar das tuas feridas, enfermidades, tribulações e perseguições. Ele está do nosso lado, se compadece de nós e nos carrega nos braços. A paz que tanto almejamos é uma pessoa e tem um nome: Jesus”, afirmou ele.

Novena de São Sebastião 2016 – 2º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
No segundo dia da novena, recebemos um velho conhecido nosso. Quem veio nos falar sobre o tema escolhido para esta noite, “Igreja Católica: mãe amorosa de todos”, foi o padre João Rosa, nosso antigo pároco e hoje vigário na Paróquia São José de Itaipava e formador do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino. Mais uma vez a assembleia encheu a igreja para meditarmos mais um pouco acerca da misericórdia de Deus.
Padre João utilizou as leituras do dia para nos ajudar a entender melhor o tema proposto. Na primeira leitura, Ana, a mãe de Samuel, faz uma oração de súplica ao Senhor e foi atendida. “Precisamos compreender que a misericórdia de Deus é maior que nossos pecados, nossas faltas. Devemos ser coerentes com nossos propósitos e buscar essa graça”, alertou ele.
Lembrando uma das mensagens utilizadas pelo Papa Francisco nos últimos meses, disse que a Igreja precisa de reformas. Muitos entendem como uma mudanças nas doutrinas, mas a verdade é que a Igreja continua sendo a mesma. “A Igreja vai muito além de nossa capacidade de ver, perceber e julgar. Ser Igreja passa pelas pessoas e seus testemunhos, mesmo que muitos esbarrem em seus limites humanos”, complementou em seguida.
Uma marca de sua homilia foi a seguinte frase: “Não importa o que a Igreja é, importa como Cristo deseja que ela seja”. Assim, chegou ao evangelho, quando um homem possuído por um espírito ruim encontrou Jesus na sinagoga. Depois de ouvi-lo, Cristo expulsou o demônio e todos ficaram impressionados.
“Não somos santos, temos impurezas, mas encontrando com Deus nos damos conta das nossas falhas. A santidade dissolve dentro de nós as impurezas. Ela vence na medida que triunfamos sobre nossas limitações. Jesus Cristo veio para derrotar as impurezas, o joio, aquilo que nos impede o que de fato deveríamos ser”, enfatizou ele.

Novena de São Sebastião 2016 – 1º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
Nesse primeiro dia da novena do Glorioso Mártir São Sebastião aqui no São Sebastião do Indaiá, refletimos sobre “Jesus, rosto misericordioso do Pai” através do nosso pároco, padre Renato. Ele iniciou a homilia explicando que decidiu por esse tema para aproveitar o Ano Santo da Misericórdia, um jubileu extraordinário convocado pelo Papa Francisco a partir de 8 de dezembro de 2015, dia da Imaculada Conceição. Junto dessa promulgação solene foi lançada uma carta, a Misericordiae Vultus (Rosto da Misericórdia), documento que vai nos acompanhar nas reflexões desses nove dias em preparação para a festa do padroeiro em 20 de janeiro.
Padre Renato logo alertou que a misericórdia é uma urgência da Igreja contemporânea. “A Igreja precisa ser uma porta de misericórdia. Nós precisamos ser”, disse ele. Citando a carta, falou que Jesus é o rosto misericordioso do Pai. “Tudo o que Jesus Cristo faz é expressão da misericórdia do Pai. Ele nos ensinou o modo divino de ser, nos deu a medida”, continuou ele.
No segundo ponto da missiva pontifícia, lembrou que precisamos sempre contemplar esse mistério. “Misericórdia é fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. É lei fundamental que mora no coração de cada um. Caminho que une Deus e o homem”, afirmou ele ao ler alguns trechos. O padre buscou também o significado da palavra no dicionário, e uma das definições dizia que misericórdia é o sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém, sendo também o ato concreto desse sentimento.
Conhecedor das Sagradas Escrituras, trouxe-nos também as palavras hebraicas utilizadas para misericórdia no Antigo Testamento: hesed e rahamim. A primeira indicando um amor benevolente, bondoso e a outra um amor vindo das entranhas, típico de uma mãe por seu filho. E há ainda um termo grego, éléos, também um significado para o amor. “O mundo de hoje precisa do nosso testemunho forte e eficaz, o Senhor conta com ele. Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão”, finalizou ele.
Antes de encerrar a sua fala, convidou a assembleia para um momento de oração, elevando as mãos em direção a bela imagem do Cristo que paira no alto de nossa Igreja. A oração contou com uma bela interpretação do ministério para a música Misericórdia Infinita, de Walmir Alencar.