quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Novena de São Sebastião 2016 – 8º Dia

Novena de São Sebastião 2016
Tema – Misericórdia: caminho que une Deus e o homem
No oitavo e penúltimo dia de nossa Novena do Glorioso Mártir São Sebastião, recebemos o padre Rogério Carvalho, ex-capelão militar e atualmente trabalhando como vigário na Paróquia São Nicolau de Suruí. Ele, que veio nos falar sobre "Justiça e misericórdia", demonstrou alegria em mais uma vez poder participar dessa novena, o que já fizera em anos passados. Rezou a missa também em memória do saudoso Padre Quinha, no dia em que se completou três anos de seu falecimento.
O padre Rogério também disse ter sido muito oportuna a escolha do tema deste ano, tratando de um assunto bem atual que é o Ano da Misericórdia, aberto em 8 de dezembro de 2015, há pouco mais de um mês. Logo no início, ele disse que para praticarmos a misericórdia precisamos entender o próximo. "Muitas vezes exigimos do outro uma perfeição que nem nós mesmos temos", declarou.
Segundo o padre, o Papa Francisco já é conhecido por muitas pessoas como o Homem da Misericórdia, então nada mais justo de ser ele o pontífice a proclamar um jubileu justamente para ela, a misericórdia divina. "Justiça e misericórdia. Uma complementa a outra. A convivência humana precisa ter a justiça nas relações pessoais. Sem ela seria impossível viver", afirmou.
"O conceito de justiça na bíblia, sobretudo no Antigo Testamento, é o de observância da lei. Mas é preciso ter cuidado para não se tornar um legalista, um fariseu. Quando a justiça é exercida sem misericórdia compromete as relações humanas. Ao invés de libertar, escraviza, leva o indivíduo a ser preso ao legalismo, à letra fria da lei. Embora seja justo, Deus não se deixa limitar pela própria justiça, ele usa de misericórdia", explicou ele.
Citou ainda a passagem de Mateus 9, 13 (Eu prefiro a misericórdia e não o sacrifício), onde Jesus, sentado à mesa do próprio cobrador de impostos e autor desse evangelho, se dirige a um grupo de fariseus para dizer que veio para os doentes, aqueles que precisam de ajuda. Quando o próprio Cristo diz a frase marcante, quer revelar sua preferência pela misericórdia ante ao mero cumprimento das leis.
Em outra passagem, agora de Ezequiel (33, 11), Deus revela ao profeta que não se alegra com a morte do pecador, mas antes com a sua conversão, de modo que tenha a vida. "Ele é justo, mas ao mesmo tempo deseja que todos conheçam a verdade e encontrem nela a salvação, como diz São Paulo na carta a Timóteo", completou ele.
No fim, ainda lembrou que nosso bispo, dom Gregório, dedicou cinco igrejas em nossa diocese para que possamos visitar e entrar pela porta santa, recebendo assim a indulgência plenária. As igrejas são: Catedral São Pedro de Alcântara, Santuário Nossa Senhora do Amor Divino em Corrêas, Santuário Bom Jesus de Matosinhos, Igreja Santa Teresa de Teresópolis e o Poço Bento em Magé.
A indulgência, numa definição simples, é o perdão do mal causado como consequência do pecado já perdoado. Para obtê-la é necessário estar em estado de graça (devidamente confessado), receber a santíssima eucaristia e orar segundo as intenções do papa.

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