sábado, 5 de março de 2011

Falta de dragagem ainda é problema

Tribuna de Petrópolis - 05/03/2011


A forte chuva que provocou alagamentos em Cascatinha e Corrêas na madrugada de segunda para terça-feira atingiu vários estabelecimentos comerciais, que ainda não conseguiram se recuperar dos estragos. Algumas lojas e pequenas fábricas fazem as contas do que perderam e tentam ainda salvar mercadorias e equipamentos. De acordo com moradores da Rua Bernardo Vasconcelos, se a dragagem do rio fosse feita com mais frequência, talvez naquela localidade os estragos teriam sido menores.

Um dos estabelecimentos mais atingidos, uma loja de roupas, ainda não contabilizou os prejuízos. “Na verdade, de terça até sexta, estávamos limpando. Agora que vou ver a questão do prejuízo. Tive que jogar quase um caminhão de roupa fora, pois estavam cheias de lama e nem a lavanderia aceitou. Já as que ficaram só molhadas vou tentar recuperar, mas isso só consigo a partir do dia 14. Perdi três computadores, som, três impressoras e máquinas de cartão”, disse um empresário, que preferiu não se identificar.
Segundo Aristéa Gonçalves Sandri, que mora no local há 50 anos, o rio não é dragado, em ponto próximo ao Ciep de Cascatinha, há mais de 20 anos, e quando chove forte costuma alagar, mas não tanto como da última vez. “O rio está cheio de pedra e assoreado. Tem muitos anos que não limpam. Desde a Rua Pedro Elmer até aqui, é possível ver vários pontos com materiais depositados no fundo do rio. O IPTU que nós pagamos é muito caro para não ter o serviço que precisamos”, disse ela.
Almir Mourão de Souza, que trabalha em uma distribuidora de alimentos, também atingida pela chuva, trabalhava ainda na tarde de ontem na tentativa de tentar recuperar alguns produtos. “Perdemos computador, fax e muitos doces”, disse o funcionário do estabelecimento afetado pela enchente. Ele ainda mostrou para nossa equipe de reportagem a altura em que a água chegou, cerca de 1,90 metro.
Além dos comércios, uma escola também foi afetada pela cuva, tendo inclusive parte do muro destruída. Na mesma rua ainda tem lixo que alguns moradores depositam em local inadequado e que acaba contribuindo para as enchentes. 
A Secretaria Municipal de Obras informou que retirou aproximadamente 30 mil metros cúbicos de areia dos rios nos dois últimos anos.

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