terça-feira, 29 de novembro de 2011

Professoras contratadas pelo município ainda não receberam o salário de outubro

Tribuna de Petrópolis - 29/11/2011

Um grupo de professoras foi ontem ao Palácio Sérgio Fadel em busca de explicações para o problema
As professoras contratadas pela rede pública de ensino de Petrópolis ainda não receberam o salário de outubro atrasado. Como o vencimento se deu no dia 8 de novembro, a categoria segue para a terceira semana sem receber. Sem números oficiais, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) estima que estes profissionais cheguem a 1100 no município. Ontem, um grupo de oito representantes, lideradas por Rose Silveira, diretora do Sepe, procurou o secretário de Educação William Campos e o prefeito, com quem tiveram reuniões distintas.
Do secretário, obtiveram uma cópia do ofício em que ele pede ao Executivo um crédito suplementar de R$ 4.102.442, 80 para quitar a dívida com as professoras contratadas. William Campos espera a publicação do documento, com data de 16 de novembro, no Diário Oficial, para receber a verba. Essa quantia seria para os salário de outubro, novembro e dezembro, além da rescisão contratual das professoras, já que o vínculo de todas elas termina em 23 de dezembro e não será renovado.
O prefeito recebeu as professoras também na tarde de ontem, entrou em contato com João Carlos Raeder, subsecretário do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e captação de recursos da Secretaria de Educação, e se comprometeu a realizar o pagamento de outubro amanhã e liberar a verba para o pagamento de novembro no dia 7 de dezembro.
“Isso comprova, mais uma vez, o erro de ter deixado que as escolas fizessem tantas contratações. Essa manobra serviu para maquiar a falta de professores e funcionários de apoio e é o principal motivo para atrasar a publicação do edital do concurso público. Prometeram o pagamento para o dia 18 de novembro, depois para o dia 25 e agora ficou para o dia 30. Curioso que ninguém aparece na imprensa para dar uma declaração oficial, uma posição firme do que está acontecendo”, declarou Rose Silveira.
As professoras contratadas fazem contas para saber quantas são nessa luta, mas ainda não chegaram a uma conclusão. De acordo com elas, seriam 24 na Escola Municipal Professora Jandira Peixoto Bordignon, no Quitandinha; na E. M. Stefan Zweig, no mesmo bairro, seriam 14; na E. Germano Valente, Centro, estariam 10 profissionais nessa situação e no Centro de Educação Infantil André Rebouças, no São Sebastião, outras 12, por exemplo.
“Nossa expectativa é de que o governo realmente dê um encaminhamento para essa verba. Está faltando respeito com a nossa categoria. E vale registrar também que, cada vez que ocorre uma manifestação, que procuramos lutar por nossos direitos, várias turmas ficam sem aula”, informou Rose Silveira, membro da diretoria do Sepe.
A reclamação das professoras ainda se estende à falta do auxílio transporte, que muitas não têm. Os funcionários de apoio, como inspetores e merendeiras, também estariam sofrendo com o atraso no pagamento.

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