quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Anulação de 13 questões do Enem preocupa estudantes

Tribuna de Petrópolis - 02/11/2011

Cléber: anulação da prova seria pior
A anulação de 13 questões do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi decidida nessa segunda-feira pelo juiz da 1ª Vara Federal do Ceará, após denúncia de que 13 perguntas do exame eram idênticas às contidas em apostilas distribuídas para alunos do Colégio Christus, de Fortaleza. A situação deixou quatro milhões de estudantes de todo o país confusos, já que há a ameaça da anulação total da prova, fazendo com que o esforço de um ano de estudos seja jogado fora. Para alunos de Petrópolis, pesa muito o fato de que a UFRJ adotou tal avaliação como única forma de ingresso na instituição de ensino, deixando o tradicional vestibular de fora.
“Acho tudo isso um absurdo. Tratar de anular as questões em nível nacional é um exagero. Milhares de concursos em todo o país não apresentam esses problemas. A anulação, para mim, não é uma punição justa. É preciso investigar e saber como essas questões chegaram naquela escola, tem coisa por trás disso aí. Os alunos de lá perderem o direito é uma coisa, mas todo o Brasil é um exagero mesmo”, declarou Patrick Fonseca, de 18 anos, aluno do 3º ano do MV1.
Para o MV1, a anulação das 13 questões chega até a ser bom. “Temos alunos que tiveram 160 acertos e a prova tinha 180 questões, vai quase gabaritar desse jeito. Se cancelasse o teste é que seria ruim, ainda mais por termos nos planejado tanto, inclusive com a organização do simulado, que foi muito positivo. Também colocamos aulas nos sábados para ajudar na preparação e fomos recompensados, o menor aproveitamento de um aluno é de quem acertou umas 110 questões”, informou Cléber Santos, coordenador do MV1.
Na tarde de ontem, a Advocacia Geral da União (AGU) emitiu uma nota comunicando que vai recorrer da decisão judicial que anulou as 13 questões do Enem, aplicado nos dias 22 e 23 de outubro. O recurso deverá ser protocolado na próxima quinta-feira, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife, pela Procuradoria Geral Federal (PGF).
Com o recurso, a AGU quer evitar que os mais de 4 milhões de estudantes que fizeram a prova e aguardam os resultados, inclusive para participar de processos seletivos que utilizam a nota do exame, sejam prejudicados. A PGF é um órgão da Advocacia Geral da União.

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