sábado, 1 de outubro de 2011

Mais um dia de greve com bancos e lotéricas cheios

Tribuna de Petrópolis - 01/10/2011

O dia foi marcado por filas nos caixas eletrônicos dos bancos e nas lotéricas
A greve nos bancos e nas entregas dos Correios começa a gerar insatisfações na população, que precisa mudar a rotina para realizar serviços antes feitos normalmente. Em relação ao movimento grevista dos bancários, as grandes empresas do setor ainda não se manifestaram com uma proposta oficial e, a cada dia, mais agências estão sendo paralisadas. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não funcionam desde terça-feira.
“Ainda não marcamos nenhuma assembleia. Isso só vai ocorrer quando alguma negociação for agendada pelos banqueiros. Já são oito mil agências paradas no país”, declarou Luiz Cláudio Rocha, presidente do Sindicato dos Bancários. Nas 31 agências da cidade, são 700 trabalhadores do setor. Como as agências privadas de Petrópolis estão funcionando em regime de revezamento, muitos ainda não sentiram os efeitos da greve.
O jeito, para muitos, é correr para as casas lotéricas. Foi o que fez o mestre de obras José da Silva. Ele prefere pagar as contas no banco, mas teve que mudar de prática com a greve. “A minha sorte é que dessa vez só tinha conta com valor baixo, já que a lotérica não aceita boletos acima de R$ 700. Com um valor mais alto complicava para mim. Ainda recebo salário no início da próxima semana e terei que usar o caixa eletrônico, que não gosto muito. A gente não se sente confortável”, explicou ele.
O mestre de obras ainda destacou outro ponto ruim, que é o de não receber as cartas de cobrança. Com a greve dos carteiros, foi necessário imprimir os boletos pela internet, o que dependia ainda do auxílio dos filhos. “Tinha a fatura do meu cartão de crédito e as contas do telefone fixo e celular. Nenhum deles chegou, mas já estava quase no dia do vencimento”, ressaltou José da Silva.
Para os office boys de empresas, que precisam fazer diversos serviços em um curto espaço de tempo, a greve também impõe novos desafios. Gustavo Geronymo, que trabalha numa agência de turismo, é um deles. “Pago inúmeras contas todos os dias. O que mais me afeta nessa greve é ter de ir para uma agência mais longe, o que me custa tempo. Os bancos mais próximos estão fechados. Tinha que pegar um cheque devolvido, mas a agência não abre desde terça”, desabafou ele.
Os Correios divulgaram ontem, em nota, que após esgotar todas as tentativas diretas de acordo com a representação dos trabalhadores não encontraram opção a não ser propor a conciliação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A estatal continua aberta ao diálogo e conclama novamente os trabalhadores parados a reavaliar sua posição e fechar o Acordo Coletivo de Trabalho, em benefício da população brasileira e de todos os 110 mil empregados.

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