quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Carretas na BR-040: desenvolvimento econômico do Brasil

Tribuna de Petrópolis - 05/10/2011

O transporte de cargas pesadas pela BR-040 é cada vez mais comum: desenvolvimento econômico é a explicação
O número de carretas que têm utilizado a BR-040 como rota de transporte tem chamado a atenção não só dos motoristas que passam pela rodovia federal, mas daqueles que acompanham os informativos da concessionária Concer pelo site da empresa ou pela imprensa. Estima-se que, por dia, dez mil veículos pesados passem pela via. As carretas de grande porte ainda são responsáveis por operações especiais que até fecham a estrada em determinados momentos.
“Nós acreditamos que o motivo do aumento do tráfego de carretas seja o próprio desenvolvimento econômico do Brasil. É importante salientar que a BR-040 é um importante corredor de escoamento da produção nacional e ligação principal entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro”, destacou a gerente de comunicação da Concer, Fabiane Lacerda, com informações repassadas pelo coordenador de operações Rodrigo Gonzalez.
Transportando tubos de ferro, equipamento para a indústria naval, peças da usina siderúrgica e até um transformador, algumas chegam a ter até 100 metros de comprimento ou pesar 500 toneladas. Para as operações especiais, a coordenação tem ficado a cargo da Polícia Rodoviária Federal. Para alguns, a ferrovia seria o meio de transporte mais adequado para esse tipo de carga, mas não é bem assim.
“Infelizmente, essas cargas são muito específicas e têm que ser transportadas pela rodovia mesmo. Até porque o destino é quase sempre um lugar aonde o trem não chega, como o porto. Precisaria de um caminhão para o trajeto final e isso elevaria ainda mais os custos. A ferrovia é ideal para o transporte de passageiros e materiais de pouco valor agregado”, explicou Antônio Pastori, que foi analista de projetos do BNDES e é entusiasta da volta do trem entre a Raiz da Serra e Petrópolis.
De acordo com números da Concer, só nos últimos dois meses, sete carretas de grande porte já fizeram com que a empresa montasse esquemas diferenciados para a passagem delas sob o trecho de sua administração.

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