quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fiocruz dá nova função ao Palácio Itaboraí

Tribuna de Petrópolis - 19/10/2011

Palácio Itaboraí reformado
Uma solenidade que contou com a presença do prefeito Paulo Mustrangi e de outras autoridades municipais, do presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, e de empresários de toda a região marcou ontem a reinauguração do Palácio Itaboraí. O espaço, que passou por obras de restauração financiadas pela Petrobras e pelo BNDES, foi reaberto com nova iluminação e, também, nova função. Agora, o espaço será sede do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, um programa da Presidência da Fiocruz, que é a atual administradora do espaço. O lugar já foi residência de verão dos governadores do Estado do Rio de Janeiro.
O fórum contou com o apoio da empresa Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ele terá uma variada agenda de atividades que incluirá a edição bimestral dos Cadernos Itaboraí, uma publicação que reunirá os debates realizados no local, com acadêmicos e gestores da área da saúde. O diretor do Fórum Itaboraí, Felix Rosenberg, traçou os planos iniciais.
“Vamos convocar representantes da academia, da política e da comunidade para discutir temas como as maneiras de reduzir o impacto das desigualdades sociais e econômicas na saúde. Por exemplo, os desafios e dilemas da atenção básica em regiões em que faltam médicos, o acesso a medicamentos, a autonomia e a dependência tecnológica na saúde, a educação como transformadora social, a saúde e a diplomacia, entre outros”, explicou ele.
Para Rosenberg, o diferencial da instituição será a interação e as atividades que buscam a inserção digital. O palácio abre as suas portas justamente na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, a qual estará integrado, com uma exposição sobre plantas (medicinais, nutricionais, aromáticas, ornamentais e tóxicas) encontradas no seu entorno, outra dedicada à Coleção Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz, a mostra Vida de inseto, do Museu da Vida, e ainda outra sobre coleta seletiva de lixo.
“São mais de 10 anos com o espaço fechado, desde que o recebemos do governo estadual. A grandeza e beleza do palácio exigiam um amplo projeto de restauração e assim foi feito. Hoje estou muito gratificado em reabrir o local, uma das jóias de Petrópolis. Estamos devolvendo-o à cidade e pretendemos utilizá-lo para animação e reprodução dos estudos, além de estreitar relações com a Prefeitura Municipal e as instituições de ensino e pesquisa do município”, declarou Paulo Gadelha,  presidente da Fiocruz.
O Palácio Itaboraí pode ser visitado de segunda-feira a sábado, das 9h às 17h. No caso de visitas em grupo, é necessário agendar previamente pelo telefone (24) 2231-3137.

Palácio do Itaboraí: prédio que faz parte da história

Parte do atual terreno onde está o Palácio Itaboraí foi adquirido em 1891 pelo engenheiro italiano Antonio Jannuzzi, na esquina da Rua Elisa com Avenida Moura, atuais Ernesto Paixão e Visconde de Itaboraí. Jannuzzi construiu o palácio em 1892 para ser a sua residência de verão. Esse uso durou pouco, pois Januzzi se desfez do palácio e, de 1894 a 1920, o Itaboraí sediou o Colégio Americano. Mais tarde foi instalada ali a primeira faculdade de Direito do município de Petrópolis.
Os terrenos laterais do palácio, com as construções existentes, foram incorporados em 1938 e em 1944 pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, quando o prédio foi adquirido para ser utilizado como residência de verão dos governadores. Até 1998 funcionavam em suas dependências quatro órgãos estaduais: a Feema, a Coordenadoria da Região Serrana 2, o Centro de Estudos Supletivos de Petrópolis e a Fundação Leão XIII.

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