terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Especialistas preveem depreciação dos preços no mercado imobiliário

Tribuna de Petrópolis - 25/01/2011

Além do baixo movimento registrado pelo comércio da Rua Teresa e da perda que vêm sofrendo os hotéis e pousadas da cidade, as corretoras também sentem o efeito do desastre provocado pelas chuvas há duas semanas. Segundo o corretor Josias Francisco dos Santos, todos os imóveis em Itaipava e adjacências devem sofrer uma depreciação, mesmo que momentânea, de até 50%.
“Até os imóveis do Centro Histórico vão sofrer o reflexo desta tragédia.  As casas que estão em local seguro, nas proximidades do local da tragédia, não estão livres da desvalorização. A gente torce para que esta situação não seja prolongada”, relatou Josias.
Ele ainda citou que as áreas de Ribeirão Grande, Manga Larga, Boa Esperança e Parque Santa Maria serão as mais afetadas pela redução de preço dos imóveis, até pela falta de informações precisas que pessoas de outras cidades acabam recebendo de Petrópolis.
“Algumas negociações continuam e nossa perda mesmo foi com os imóveis de temporada, principalmente para o Carnaval. Quem conhece a região sabe que não tivemos problemas e nossos imóveis não foram afetados. O problema foi bastante localizado”, disse Denise Brisson, gerente da corretora Júdice & Araujo.
Já a Lagos de Itaipava não teve nenhum registro negativo em suas propriedades, sendo que o mais sentido foi a diminuição no número de visitantes na unidade de Bonsucesso. “Não sofremos perda nas vendas”, afirmou Rejane Teixeira, gerente de marketing da Lagos de Itaipava.
“A mídia que não é da cidade não soube explicar corretamente onde ocorreu a tragédia. Sendo assim, até pessoas do exterior que têm imóveis aqui entraram em contato por e-mail para saber a real situação da cidade. Mesmo com esse problema, a procura pela locação de imóveis está grande. Atendi uma família de Areal que está se mudando para a cidade”, finalizou o corretor Josias.

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