quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Assembleia no Rio prorroga greve de servidores do Museu Imperial

Tribuna de Petrópolis - 01/09/2011 

Visitantes lamentam pelo fechamento do Museu Imperial, principal atração turística do Centro Histórico
Com cerca de 95% dos órgãos federais de cultura fechados, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Estado do Rio de Janeiro (Sintrasef), a greve continua por tempo indeterminado. Ontem, 300 servidores estiveram reunidos na assembleia do movimento Cultura em Greve, realizada no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro. Eles decidiram manter a paralisação, visto que o Ministério do Planejamento ainda não fez uma proposta formal para a categoria.
“O Ministério do Planejamento foi simpático às nossas reivindicações, mas os servidores decidiram pela manutenção da greve. Dois representantes nossos estiveram em Brasília e se encontraram com o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, e este esteve com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. O problema é que o governo ainda não tem uma proposta concreta, estão brincando com a gente”, declarou Vicente Oliveira do Carmo, diretor do Sintrasef e presidente da Associação de Servidores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).
Ainda de acordo com Vicente, 90% dos servidores já aderiram ao movimento. Ele disse que o próximo passo agora é radicalizar. “Tudo ficará fechado. Petrópolis e Parati já estão com as instalações federais paralisadas, e no Rio de Janeiro instituições importantes como o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional também estão paradas”, disse ele. Os sindicalistas pedem o cumprimento da Lei 12.277/2010.
Sancionada em 30 de junho do ano passado, a lei federal trata de uma série de gratificações aos servidores públicos da União. Parte das reivindicações da categoria é o cumprimento dos acordos celebrados com o governo anterior desde 2007, quando ocorreu a última paralisação. Iniciada no dia 22 de agosto, a greve chegou a Petrópolis em dois dias. Desde então, estão fechados o Museu Imperial, o Palácio Rio Negro e a Casa Cláudio de Souza.

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