domingo, 29 de maio de 2011

Gabriel volta à China para nova etapa de tratamento

Tribuna de Petrópolis - 29/05/2011

Gabriel: progressos evidentes estimularam novo tratamento na China
Gabriel Thompson Schanuel Bastos. Talvez o nome não lhe venha facilmente à cabeça, mas se disser que é o menino que foi à China em busca de tratamento com células-tronco em 2010 seja mais fácil de lembrar. Agora, Gabriel e os seus pais, Márcia e Silvio, iniciam a campanha para uma nova etapa do tratamento. Em setembro, eles querem voltar ao país asiático e, para isso, precisam arrecadar R$ 110 mil. Serão realizados bingos, jantares e shows para se chegar ao valor pretendido.
Nesta nova empreitada, uma barraca no calçadão do Cenip está sendo montada todos os sábados. Márcia disse que em vez de só pedir dinheiro, eles têm recebido muitas doações, de tortas a roupas e bijuetrias. Com isso, acabam vendendo os produtos e aumentam aos poucos o valor arrecadado na campanha. Porém, para que a investida tenha sucesso, é necessário fazer também grandes ações. O grupo de pagode Puro Pecado já abraçou a causa e vai realizar um show beneficente em julho.
Gabriel, de 12 anos, teve paralisia cerebral devido à falta de oxigenação no parto. Em setembro de 2010, ele passou por nove aplicações de células-tronco. A mesma quantidade será  empregada agora. “São células-tronco retiradas do cordão umbilical de crianças chinesas e selecionadas especialmente para o tratamento. Destas nove aplicações, seis são feitas diretamente na médula óssea. É um procedimento que ainda não é permitido no Brasil, mas já está sendo estudado” explicou.
Serão 45 dias na China, 20 de descanso em Petrópolis e mais 30 dias em Recife, onde uma clínica chinesa tem atuação. “Se voltarmos até setembro, consigo um desconto oferecido pelos chineses. Com a economia, poderemos fazer uma parte do processo em Recife”, disse a mãe. Gabriel, que tem uma irmã mais nova, é acompanhado diariamente por Gilda, que ajuda a cuidar dele. “As mãos dele estão menos atrofiadas. Gabriel controla mais os movimentos do pescoço. Cresceu, engordou, ganhou massa muscular. E o mais importante é que ele está com uma melhor qualidade de vida”, declarou Márcia.
A família foi despertada para a possibilidade de tratamento através de uma reportagem de televisão em 2009. A primeira grande campanha em Petrópolis, realizada no mesmo ano, foi da menina Maria Júlia Lepsch Bull Massi Leão, que hoje tem 5 anos. “Ela está evoluindo com sucesso, já está bem mais esperta. A parte cognitiva está bem melhor e ela já consegue se expressar”, diz o pai da menina.

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