quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Carros abandonados na Vila Militar

Tribuna de Petrópolis - 23/12/2010



Carros largados ou mal estacionados prejudicam os moradores

O estacionamento de carros sobre a calçada importuna os moradores da Rua Itália, na Vila Militar, há alguns anos. Já há muito tempo, um morador da parte alta da rua seria o responsável por deixar carros abandonados na via, que acabam atrapalhando o trânsito. Quem reside na rua ainda reclama que, algumas vezes, o caminhão de lixo não consegue passar e a capina também é prejudicada.
“É um absurdo o número de carros estacionados sobre as calçadas. Mesmo com a placa de proibição, param em ambos os lados. Com esse desrespeito, os pedestres são obrigados a andar pelo meio da rua e são vítimas potenciais de atropelamento, uma vez que os carros descem em alta velocidade. Estamos prestes a presenciar acidentes na região”, disse o morador João Henrique Wayand.
Alguns moradores deram declarações sobre os problemas com os automóveis abandonados, mas não quiseram se identificar. Um deles ainda ressaltou mais duas situações do cotidiano da Rua Itália. O primeiro deles é que uma moradora não consegue nem descarregar as compras, pois existe um carro parado bem em frente à sua casa. A outra questão é o medo de assaltos, pois qualquer um pode entrar nos carros e usá-los como esconderijo.
“Eu não posso sequer receber visitas na minha própria residência. Se for uma festa, onde essas pessoas vão parar os carros? Tem morador que nem consegue estacionar perto de sua casa”, desabafou um morador que preferiu não se identificar.
A rua estreita e o estacionamento irregular de veículos forçam o pedestre a andar no meio da rua, o que gera um sério perigo de atropelamento, pois logo após este trecho existe uma forte ladeira onde os carros descem em alta velocidade. Diversos moradores da rua têm constantemente reclamado, mas nada é feito no local.
“Com estes carros, as calçadas estão péssimas. Pretendo recuperar a minha, mas nem isso posso, pois não retiram os carros. Está muito perigoso”, concluiu João Henrique.
Ainda segundo alguns relatos, os serviços da CPTrans poderiam ajudar na questão. O depósito está cheio e por isso os carros não são rebocados. Tem um morador dizendo também que não há reboques disponíveis. Sobre essas denúncias, a assessoria de comunicação da Prefeitura não respondeu.

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