sábado, 30 de abril de 2011

Limpeza de terreno ao lado do prédio do Legislativo chama a atenção

Tribuna de Petrópolis - 30/04/2011


Um antigo projeto, vetado pelo Iphan, previa a construção de um anexo à Câmara Municipal no terreno

Funcionários da Prefeitura fizeram ontem limpeza no terreno localizado entre a Câmara Municipal e o Centro de Cultura Raul de Leoni. O fato chamou a atenção de algumas pessoas que passavam pelo local. Vale lembrar que na mesma área já foi cogitada a construção de um prédio anexo da Câmara, quando o atual prefeito, Paulo Mustrangi, ainda era vereador e presidente da casa. O diretor administrativo, Bruno Pereira Macedo, explicou o que foi feito no local e descartou a utilização do espaço para a edificação.
“A grama estava alta e o mato em volta também, tanto que as telhas agora à mostra estavam cobertas. Retiramos grande quantidade de materiais resultantes de entulho de uma antiga obra. E todo esse material será recolhido pela Comdep. O trecho de mata do terreno não foi mexido”, garantiu Bruno.
Segundo ele, há muitos anos que a área não sofria qualquer tipo de intervenção. Por aquele caminho era feita a entrada de alunos do Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio, mas há bastante tempo esta entrada foi desativada. A partir desse momento é que o mato e o lixo começaram a se acumular ali. 
“Em relação a obras, sei que não foi autorizada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) a construção de um segundo pavimento na casa anexa. O que existe de concreto é a possível utilização de salas que ficam embaixo do pátio do Liceu Municipal. Elas nunca foram ocupadas pela escola e estão cedidas verbalmente. Falta agora um acordo formal. O pátio tem rachaduras e precisaria ser feita uma boa reforma”, contou Bruno.
Como em 2014 o número de vagas para vereador pode aumentar de 15 para 21, algumas salas da Câmara Municipal deverão dar lugar aos gabinetes, por isso as salas do Liceu Municipal, que servem de depósito no momento, podem receber melhorias. O novo espaço passaria a fazer parte do funcionamento da Câmara Municipal.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ministro quer investigação sobre gasolina

Tribuna de Petrópolis - 29/04/2011

Em Petrópolis, a gasolina pode ser encontrada por até R$ 3,14. Em promoção, alguns postos chegam a cobrar R$ 2,99 pelo litro do combustível
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reconheceu ontem que existe abuso nos preços dos combustíveis, principalmente do etanol. Apesar dos preços serem regulados pelo mercado, o governo acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar a situação. Ele ainda destacou que o preço da gasolina não aumenta há nove anos nas refinarias, mas ela passa pelas distribuidoras e pelos postos. Ambos são livres para estabelecer os preços.
Em Petrópolis, a gasolina pode ser encontrada por até R$ 3,14 em posto localizado na entrada do Dr. Thouzet. A maioria dos locais no trajeto Quitandinha-Centro, principal entrada da cidade, fixa o preço de R$ 2,99 por litro, mas existe pouca variação, outros postos chegam a cobrar R$ 3,12 e R$ 3,09. A gasolina mais barata é encontrada próxima ao Colégio Estadual Princesa Isabel: R$ 2,95.
“Não há necessidade de ter esse aumento, já que, de acordo com o Lula, o Brasil é autossuficiente em petróleo. Mais de 90% do transporte no país é rodoviário e só é possível combater a inflação com preços mais baixos. Já vi que o Gás Natural Veicular (GNV) vai ter redução no preço, espero que essa conta chegue aqui”, disse o taxista Walmir Bastos.
Um gerente de posto disse em sua defesa que a gasolina chega hoje a R$ 2,84 o litro e na quinta-feira ele pagou à distribuidora R$ 2,78. “Cada dia é um preço, aí depois acha que a gente é o carrasco da história”, disse ele, que preferiu não se identificar. Sendo assim, ele se vê obrigado a repassar o preço ao consumidor, sendo um dos postos com a gasolina mais cara.
Gisele Neves, moradora da Avenida Getúlio Vargas, no Quitandinha, descreve o peso de combustível nas suas contas. “Levo minha filha à escola todos os dias. Por mês, gasto R$ 480 de álcool, pois a gasolina está muito cara. É um absurdo esse preço. Já penso em colocar a minha filha em uma van escolar por valer muito mais a pena. O que pesa ainda é que tenho outras coisas para resolver no Centro. Estou indignada”, declarou ela.
Os proprietários de automóveis a álcool também sofrem com alta nos preços. O etanol pode ser encontrado de R$ 2,35 até R$ 2,74. Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) mostram que o etanol continua caro. O preço médio do litro do combustível atingiu R$ 2,338 na semana encerrada no último dia 23 – uma queda de quase 1% na comparação com a semana anterior, mas uma alta de 1,8% frente ao valor praticado quatro semanas antes, de R$ 2,296. Preço bem abaixo do praticado em Petrópolis.

Dines em homenagem a Stefan Zweig

Tribuna de Petrópolis - 29/04/2011


Durante o evento, Alberto Dines falou a um teatro lotado

Na noite de quarta-feira, uma palestra no Teatro Afonso Arinos, no Centro de Cultura Raul de Leoni, encerrou oficialmente a exposição Stefan Zweig Vive!. O evento contou com o jornalista e biógrafo do escritor austríaco, Alberto Dines, e com o professor e escritor Deonísio da Silva, que está lançando o romance Lotte, mulher de Zweig e companheira de suicídio. A exposição ainda pode ser visitada até o próximo domingo.
Antes da palestra, uma cerimônia realizada na Galeria Djanira encerrou a exposição, que desde janeiro á recebeu mais de mil visitantes. Estiveram presentes na solenidade o prefeito Paulo Mustrangi, o diretor-presidente da Fundação de Cultura  e Turismo, Charles Rossi, e o embaixador da Áustria, Hans-Peter Glanzer. Nos discursos das autoridades, foi confirmado o compromisso de ajuda à criação do Museu Casa Stefan Zweig, no local onde viveu e morreu o escritor: Rua Gonçalves Dias, 34. 
“A cidade de Petrópolis tem um compromisso com a memória e a história de Stefan Zweig”, afirmou Mustrangi. O prefeito ressaltou ainda que o seu governo é comprometido com a cultura acima de tudo. “Estaremos inaugurando a primeira parte da casa até o fim deste ano, mas o desafio é muito maior. Peço que contem conosco para que o governo municipal leve o projeto à frente”, declarou Charles Rossi. 
Alberto Dines, autor de Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig, é o presidente da casa e tem por objetivo transformar a residência em um museu. “Será um museu com acervo permanente. A casa será convertida em um centro de memória também para outros refugiados que vieram para o Brasil. Será dedicada a todos que venceram as dificuldades do Nazismo e do Estado Novo. A casa do número 34 da rua que leva o nome do poeta do exílio será morada dos heróis”, declarou ele.
A gerente executiva da casa e supervisora da exposição, Beatriz Cepelowicz Lessa, também falou sobre o projeto. “A Casa Stefan Zweig recebe ajuda de doadores privados, mas necessita de mais recursos. Vamos inaugurar a primeira parte da obra até novembro de 2011. Estaremos abertos para visitação e a própria obra será cartão de visitas para conseguirmos mais verbas”, relatou ela.
O museu servirá para que muitos que não conhecem a obra do austríaco, autor de Brasil, um país do futuro, possam ter contato com a legado deixado por Zweig. Uma pessoa em especial, entretanto, poderá redescobrir a obra dele: Míriam Silva, de 85 anos, morava em uma vila onde hoje está situada a UPA do Centro e via Stefan Zweig caminhar de volta para casa após ir ao cinema. “Inclusive consegui um autógrafo dele. Como o via passar quase sempre, me aventurei e fui até a casa dele. Ele mesmo atendeu a porta e autografou o livro que era da minha tia. Li Brasil, mas os outros a minha tia censurou e até hoje não consegui ler”, contou.

Ouvidoria dá orientações sobre direitos trabalhistas e recebe denúncias na rua

Tribuna de Petrópolis - 28/04/2011


O caminhão da ouvidoria recebeu 140 pessoas ontem, na Praça Dom Pedro: orientação sobre direitos trabalhistas e recebimento de denúncias

O Ouvidoria na Rua, projeto itinerante da Secretaria Estadual de Trabalho e Renda, esteve ontem em Petrópolis. O atendimento foi feito das 9h às 16h, na Praça Dom Pedro. A população pode tirar dúvidas relacionadas a questões trabalhistas como demissões, FGTS, benefícios, carteira sem assinatura, piso salarial, seguro-desemprego e rescisão contratual. Algumas denúncias também foram feitas. A ouvidoria recebeu 140 pessoas.
“Infelizmente, as pessoas são muito desinformadas e nos procuram para tirar dúvida sobre tudo. Entre os principais casos hoje, teve muita gente procurando informações sobre insalubridade. Encaminhamos também para o balcão de empregos aqui na cidade (Sine - Rua General Osório, 12 – Centro)”, disse Teresinha Pereira, técnica de Ouvidoria do Trabalho e responsável pelos atendimentos.
Procuradas pela reportagem, as pessoas que eram atendidas na praça não quiseram se identificar. A preocupação era sofrer alguma represália dos patrões. Uma mulher foi tirar dúvidas a respeito da carteira de seu marido, que não havia sido assinada. Ele trabalhou quase dois anos em uma empresa e, após pedir dispensa, tem dificuldades em receber os direitos trabalhistas.
A ouvidora Teresinha Pereira explicou o procedimento que é feito ao receber uma denúncia. “Nós pegamos o nome da empresa e também as identificações do responsável e do denunciante. Depois, entramos em contato com a empresa e tentamos resolver a pendência. Em 80% dos casos obtemos sucesso nas negociações. O que não conseguimos passamos ao Ministério do Trabalho, que tem poder para fiscalizar e autuar”, declarou ela.
Teresinha falou ainda que um importante canal de comunicação é o telefone da Ouvidoria do Trabalho. Por mês, são recebidas de oito a dez mil ligações através do telefone            (21) 2332-9999      .
“A conciliação é sempre a primeira medida, mas, quando necessário, os técnicos encaminham os processos à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho para dar agilidade à solução dos casos. É importante ressaltar que os técnicos conseguem resolver o problema do trabalhador na maioria das vezes, evitando um processo mais longo na Justiça do Trabalho”, frisou o secretário estadual de Trabalho e Renda, Sérgio Zveiter, através de nota.
Esta é a quinta vez que a ouvidoria visita a cidade. Quatro delas foram na Praça Dom Pedro. Em setembro de 2010, a secretaria participou de uma ação social promovida pela Prefeitura no bairro Independência. O evento aconteceu após uma solicitação do prefeito ao governo estadual. A principal atividade foi a emissão de carteiras de trabalho. A ouvidoria volta a Petrópolis em julho.

Casarão de Jorgina de Freitas é arrematado por R$ 930 mil

Tribuna de Petrópolis - 28/04/2011


Imóvel foi arrematado por R$ 930 mil

O leilão de seis imóveis da advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes aconteceu hoje e arrecadou R$ 1,81 milhão. Os imóveis foram adquiridos com o produto das fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pelas quais Jorgina ficou conhecida na década de 1990.
Essa foi a segunda tentativa de venda dos imóveis. Na primeira, realizada no dia 13 de abril, o leilão não atraiu compradores, uma vez que as propriedades foram oferecidas pelo preço de avaliação, totalizando R$ 1,96 milhão. Dessa vez, os lances começaram a partir de 60% do valor dos imóveis.
A propriedade mais valiosa, um casarão em Petrópolis tombado pelo Patrimônio Histórico da cidade, na Região Serrana do Rio, foi arrematada por R$ 930 mil. Além do casarão, foram vendidos cinco terrenos, situados na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.
Jorgina de Freitas foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio a 14 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, em julho de 1992. A pena também incluiu a perda do produto do crime, no valor aproximado de R$ 200 milhões. De acordo com os autos, a fraudadora adquiriu cerca de 60 imóveis em diversos estados. Jorgina ficou foragida até 1997, quando foi encontrada na Costa Rica e extraditada no ano seguinte para o Brasil. Ela ficou presa até junho de 2010.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Páscoa mais feliz para 400 crianças do Dr. Thouzet

Tribuna de Petrópolis - 27/04/2011

A festa, promovida com a ajuda de empresas e anônimos, foi animada
O domingo de Páscoa foi um pouco mais feliz para cerca de 400 crianças que estiveram presentes na comunidade Sítio do Pica-Pau, no Dr. Thouzet. Elas participaram da festa promovida por Marcos Borges, o Sagati, que é presidente da associação de moradores do local. Foram distribuídos 240 ovos de chocolate, 350 kits de bombons, 300 picolés e mais de 400 cachorros-quentes, além de um bolo. No próximo sábado, a comunidade Joaquim Gomensoro, no Valparaíso, vai receber os 60 ovos que restaram.
“A ideia era atingir outras localidades também, mas como choveu no domingo ficamos restritos ao Sítio do Pica-Pau. Mesmo assim, recebemos crianças do Morro Azul, do Chapa Quatro e do Chapa Seis. Queria agradecer ao povo petropolitano e às empresas que ajudaram na campanha. Foi uma ação social sem fins lucrativos ou políticos e a população entendeu isso”, declarou Sagati.
O líder comunitário destacou que a reportagem veiculada na Tribuna de Petrópolis, no dia 27 de março de 2011, foi muito importante para o sucesso da campanha. “A matéria que saiu na Tribuna deu credibilidade a nossa campanha. Muitas pessoas me procuraram depois desse dia dizendo que acompanharam a reportagem e queriam colaborar de alguma forma. Também recortei o jornal e colei a notícia na caixa de arrecadação”, disse ele.
Sagati falou ainda que espera continuar a campanha por muitos anos. “Petrópolis tem um povo muito solidário. Eu sei o que é viver na pobreza, por isso faço questão de poder ajudar o maior número de pessoas possível”, completou ele. Sagati destacou o apoio de empresas petropolitanas que cederam materiais para a realização da festa. A concessionária Águas do Imperador doou 300 ovos de chocolate.
A campanha aconteceu pelo quinto ano consecutivo. Além das comunidades acima citadas, já atendeu em anos anteriores a Rua Itália, na Vila Militar; Siméria; Capitão Paladini, no São Sebastião; e Serrinha, no Independência. Em 2010, foram arrecadadas 150 caixas de bombom, o que rendeu mais de mil pacotes de bombons para a distribuição.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Boletim de Ocorrências da Defesa Civil

Ascom PMP

A Defesa Civil registrou nesta terça-feira, dia 26, sete ocorrências de deslizamentos e alagamentos causados pela chuva que caiu nesta madrugada em Petrópolis. A chuva foi de 65 milímetros nos bairros Alto da Serra, Independência e Quitandinha. Já no Centro e no Bingen choveu 30 milímetros.

Um deslizamento na Rua Antônio da Silva Ligeiro, 1.401, no Alto Independência, fechou totalmente a via. A Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) foi acionada e trabalhou para realizar a limpeza do local. Outro pequeno deslizamento atingiu a Rua Manoel Francisco de Paula, 1310, no Siméria. Na Rua Antônio de Medeiros, 1627, houve um pequeno deslizamento próximo à via. Já na Rua Evaldo Braga, 176, também no Alto Independência, uma queda de barreira obstruiu uma galeria de águas pluviais.

A Defesa Civil lembra que funciona em regime de 24 horas com equipes para atender a todos os chamados da população. As solicitações de atendimento podem ser feitas pelo telefone 199.

Pane para sinais e complica o trânsito em cruzamento do centro

Tribuna de Petrópolis - 26/04/2011

Sem os sinais, o trânsito passou a ser controlado por agentes da CPTrans
Os sinais luminosos instalados no cruzamento das ruas do Imperador e Marechal Deodoro pararam de funcionar na tarde de ontem. O grande problema é que as interrupções no funcionamento destes sinais têm sido freqüentes, de acordo com comerciantes do local. Só nessa segunda-feira, foi a segunda parada. A primeira foi por 40 minutos, entre 12h40 e 13h20. A segunda foi uma parada de 20 minutos, entre 17h30 e 17h50. Os problemas já se repetem há 20 dias.
O engenheiro Valmir, da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) é o responsável pela manutenção dos sinais. Ele disse que a falha deve ter ocorrido após algum dano causado pelos raios e a chuva forte nesse domingo. O problema vinha de um sinal de pedestres e foi logo resolvido pelo engenheiro. “A manutenção ocorre sempre, mas a parte eletrônica tem a sua sensibilidade. Qualquer falha ou conflito coloca o sinal como intermitente”, relatou o engenheiro.

Depois da Páscoa, chocolate até pela metade do preço

Tribuna de Petrópolis - 26/04/2011

Nas lojas, muita gente aproveitou os preços mais baixos para as compras
Para os católicos, esta semana ainda é de comemoração pela Páscoa, através da Oitava Pascal. Eles estendem por oito dias a mais importante festa da religião católica. Os judeus também celebram o Pessach, que termina hoje, desde o dia 19 de abril. Já para o comércio, a data não tem mais valor desde domingo. Os ovos de Páscoa sofrem uma desvalorização, já que a data de presentear amigos e familiares ficou para trás. Sendo assim, ontem ainda foi possível dar uma corrida nas lojas do ramo e tentar arrematar ovos de chocolate com até 60% de desconto.
“Ficamos com o estoque praticamente zerado, o que confirma o cálculo feito antecipadamente para que nada sobrasse. O que está aqui foi o que restou da outra loja (na Rua do Imperador), que não abriu no domingo. Os preços dos ovos foram caindo desde a tarde de quinta-feira e hoje (ontem) fizemos liquidação com todos por R$ 10”, disse Carlos Roberto, gerente comercial da Dib.
Na movimentada loja da Rua Paulo Barbosa, cerca de 30 ovos ainda esperavam os consumidores atrasados ou até mesmo os chocólatras que esperam a queda nos preços para comprar mais ovos e caixas de bombom. Carlos Roberto relatou ainda que a empresa fez um balanço positivo da abertura de lojas no feriado.
“Valeu a pena ter a loja aberta todos os dias. No domingo de Páscoa, até às 12h ainda tinha gente querendo comprar ovos para alguém que tinha ficado de lado. As vendas neste ano foram 30% superiores a 2010. Já o bombom não tem problema em sobrar, pois é um artigo que continuamos vendendo muito”, completou ele.
Delma Lúcia, moradora do Centro, foi uma das consumidoras a fazer compras ontem. “É a primeira vez que faço compras na pós-Páscoa. Vim aqui comprar um ovo para uma pessoa que não tinha recebido. Não sou muito fã de chocolate, mas o preço é vantajoso”, relatou ela, que arrematou um ovo de Páscoa por R$ 10. O produto, um ovo de 170 gramas, custava R$ 25,99 até domingo.

Vendas antecipadas geram lucros nas lojas

Já na Casa do Biscoito, todos os ovos foram vendidos e somente uma marca de caixas de bombom, em uma das lojas, ainda tinha unidades para venda. No entanto, como nenhum produto continuava em evidência nas prateleiras, a procura foi baixa nessa segunda-feira, de acordo com um dos funcionários.
Foram as vendas antecipadas, entretanto, que fizeram subir os lucros do comércio pelo país. Os brasileiros anteciparam as compras para a Páscoa em 2011 pensando em aproveitar ao máximo os feriados da Semana Santa.
Entre os dias 18 e 24 de abril, as vendas cresceram 9,1%, na comparação com a semana equivalente de 2010 (29 de março a 4 de abril), segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio - Páscoa 2011. Em 2010, na comparação com 2009, a semana da Páscoa havia registrado um crescimento nas vendas de 0,7%.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Turistas aproveitam dia de sol e fazem fila para conhecer o Museu Imperial

Tribuna de Petrópolis - 24/04/2011


O Museu Imperial, principal ponto turístico de Petrópolis, registrou um excelente público nessa Semana Santa. Na quinta-feira, feriado de Tiradentes, 1205 pessoas visitaram o local. Na Sexta-feira Santa, foram registradas mais 1607 visitas. E a expectativa para ontem, feriado estadual de São Jorge, era de que pelo menos 2200 pessoas conhecessem a antiga residência de d. Pedro II. Os números demonstram que o palácio já se recupera do baixo movimento registrado neste início de ano.
Com o Museu Imperial lotado e a expectativa de centenas de pessoas em visitar uma das instituições mais procuradas de todo o país, uma enorme fila havia se formado antes mesmo do início da venda dos ingressos às 11h. No entanto, a principal reclamação dos turistas era o fato de somente uma bilheteria estar disponível para atender a todos. A fila chegou a passar da entrada do local onde funcionava o Arcádia Bistrô. Com isso, alguns turistas preferiram não permanecer no museu e foram embora.
“O ruim é que aqui não existe fila especial para idosos e isso prejudica o atendimento. Além disso, ainda tem o sol forte”, relataram Cláudia Teresa e o esposo Paulo Costa. Ela disse ter uma forte ligação com a cidade, mas queria ter visitado o museu ontem. Cláudia passou parte da infância em Petrópolis, pois a família tinha uma casa de veraneio na Rua Olavo Bilac, no Castelânea.
Outros locais também registraram um bom número de visitantes, como a Catedral São Pedro de Alcântara e o Museu Casa de Santos Dumont. Já nos bairros, o destaque ficou por conta do Parque Cremerie, uma das principais área de lazer para moradores da região do Quitandinha e Independência. Frequentado principalmente pelos petropolitanos, o parque que tem o pedalinho como uma das atrações, estava cheio ontem.

Lojas da Rua Teresa têm bom movimento

Tribuna de Petrópolis - 24/04/2011

O empresariado da Rua Teresa firmou um acordo ainda no início do ano que apostava no sucesso das vendas nos feriados de 21 e 23 de abril, que coincidiram também com a Semana Santa. O objetivo era se recuperar das perdas ocorridas em janeiro, decorrentes da chuva no Vale do Cuiabá. Com isso, por oito segundas-feiras as lojas não abriram. Mesmo que as contas não tenham sido fechadas, alguns empresários já comemoram o fato de ter um bom público no local e faturar com o comércio aberto nestes dois dias.
“O movimento na quinta-feira foi razoável, mas a expectativa para hoje é muito boa. Valeu a pena ter aberto o comércio nestes dois dias”, declarou o empresário Guilherme Couto, que há 60 anos trabalha na Rua Teresa. Ele disse que é a pessoa com mais tempo de serviço no local, sendo os 20 primeiros anos com uma mercearia e os últimos 40 trabalhando com roupas. Ele e a família possuem oito lojas na rua. Algumas vendedoras ainda reclamaram um pouco por haver muitas pessoas passeando, mas nem todas entrarem nas lojas para realizar as compras. Elas não quiseram se identificar e disseram ainda que seria melhor trabalhar nas segundas-feiras de fevereiro e março, que foram trocadas pelos feriados. No entanto, a opinião destas vendedoras não foi unânime.  “As vendas estão fluindo, porém o funcionamento está regular. Valeu a pena abrir as lojas nesse feriado. Até porque tem muita gente de fora. Só hoje já atendi aqui pessoas do Rio de Janeiro, Niterói e Macaé”, disse Cecília Beck, supervisora de vendas de uma rede com seis lojas.

Consumidor corre para comprar ovos de Páscoa

Tribuna de Petrópolis - 24/04/2011


Era grande a correria pela compra de última hora nas principais lojas que vendem ovos de chocolate e caixas de bombom na manhã de ontem. As Lojas Americanas tinham poucas unidades ainda em exposição na entrada do estabelecimento, onde uma grande fila já havia se formado desde cedo. Em outras lojas do ramo o movimento também era grande, contrastando com o comércio do Centro Histórico, que não obteve acordo para ficar aberto nos feriados dos dias 21 e 23. 
Neste domingo, as lojas estarão abertas para quem ainda não foi às compras. A Casa & Vídeo estará aberta das 9h às 19h. Já as Lojas Americanas funcionarão das 10h às 18h. A Dib, na sua loja da Rua Paulo Barbosa, estará em atividade das 8h às 13h.

Devotos de São Jorge lotam salão de igreja para prestar homenagens em dia de festa

Tribuna de Petrópolis - 24/04/2011 - Colaborando em reportagem de Rogério Tosta


A tradicional festa de São Jorge, no Independência, foi cancelada por coincidir com o Sábado de Aleluia. A imagem do santo ficou no salão da igreja

Por ser Sábado de Aleluia, a festa de São Jorge em Petrópolis não aconteceu como nos anos anteriores no Alto da Independência, no entanto, os devotos puderam prestar sua homenagem ao santo, pois a imagem ficou durante todo o dia no salão da Igreja. A decisão de não realizar a festa foi tomada durante reunião do Conselho Paroquial, formado por moradores da Independência, e confirmada pelo pároco, Padre Carlos Silva de Oliveira e pelo bispo diocesano Dom Filippo Santoro, que ontem celebrou nesta igreja a missa da Vigília Pascal, lembrando a ressurreição de Jesus Cristo. 
Jefferson Oliveira dos Prazeres, policial militar, contou que há 10 anos visita a Igreja do Alto Independência, onde presta sua homenagem a São Jorge. “Sou devoto deste santo, pois ele tem me acompanhado ao longo da minha vida e me ajudado em muitos momentos”, afirmou o policial militar. A imagem do santo no salão da Igreja permitiu que os devotos fossem prestar sua homenagem e segundo informações de lideranças da comunidade, apesar de ontem ter sido Sábado de Aleluia, muitas pessoas visitaram a Igreja. 
O Padre Carlos Silva explicou que o Sábado de Aleluia é um dia que não há sacramentos (missa, casamentos, batizados e outros). “Toda Igreja aguarda ansiosa a ressurreição de Cristo. A Páscoa é a solenidade máxima do calendário cristão. Por isso todas as outras celebrações, como as festas dos santos, devem ser omitidas”, explicou o padre, ressaltando que as pessoas podem continuar ajudando, pois em junho foi realizar a festa junina.

sábado, 23 de abril de 2011

Prejuízo com comércio da 16 de Março fechado

Tribuna de Petrópolis - 21/04/2011

Apesar da insistência de um grupo de funcionários das lojas da Rua Dezesseis de Março, o comércio do Centro Histórico ficará fechado nesta semana e só reabre na próxima segunda-feira. Desde janeiro, foram feitas três assembleias e em todas elas a proposta do sindicato patronal foi amplamente rejeitada. Na última semana, com a proximidade dos feriados, um grupo de 20 empresários buscava ainda uma forma de poder abrir o comércio, mas não encontrou solução. A última cartada foi dada por cerca de 30 comerciários, que foram anteontem ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Petrópolis.
“O fato de não abrir no sábado não será bom para o empresário e nem para o comerciário. A proposta do sindicato patronal foi boa, mas infelizmente não teve acordo, já que foi rejeitada em três assembleias”, disse Ernane Corrêa Magalhães, presidente do Sindicato dos Comerciários. Ele detalhou a proposta patronal, que era de R$ 55 por dia: R$ 42 por dia trabalhado, R$ 8 de alimentação e R$ 5 de transporte.
Realizadas no Restaurante dos Comerciários (Rua do Imperador, 493 – Centro), as assembleias aconteceram no dia 27 de janeiro e 5 de março. Houve outra também em janeiro, esta só para funcionários da Dezesseis de Março. Em todas elas, a proposta não obteve aprovação. Na reunião de março, foi apresentada uma proposta diferenciada, com pagamento antecipado, que também não agradou aos trabalhadores. “Com R$ 42 por dia trabalhado, seria pago mais do que o dobro para um dia normal, que é R$ 20,90. Mas é preciso entender que a escolha feita em assembleia é democrática. Além disso, é uma obrigatoriedade prevista em lei. Tem que ter voz e exercer o direito do voto, pois não adianta fazer manifestação na véspera”, declarou Ernane Corrêa. Ele ainda informou que todos saem perdendo: a cidade, o empresário e o empregado.
Marcelo Fiorini, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis (Sicomércio), foi mais um a lamentar o fechamento do comércio durante os feriados da Semana Santa. “É uma pena que todo o comércio esteja fechado. A gente fica triste, mas fizemos a nossa parte para que isso não acontecesse. Muitos não têm a noção exata do que a cidade perde com a chegada de muitos turistas que encontrarão as lojas fechadas. O prejuízo será enorme em um dia importantíssimo para recuperar as vendas”, declarou o empresário.
Perguntado sobre o motivo dos comerciários terem votado maciçamente contra a abertura das lojas, Ernane, disse que a possível causa seria a opção de ficar em casa em uma rara oportunidade de feriado onde não seria necessário trabalhar. “Pode ser a vontade de descansar. Tendo a possibilidade de decidir pelo descanso, acho que pode ser isso, mas não tenho certeza. A Rua Teresa vai abrir, mas os funcionários de lá trocaram os dias 21 e 23 pelas segundas-feiras de fevereiro e março”, finalizou ele.

Veículo perde o freio e invade loja no Centro

Tribuna de Petrópolis - 21/04/2011

O motorista levou um susto quando descia a Aureliano Coutinho
No início da noite de ontem, um automóvel bateu na porta de uma loja e assustou quem passava pela Rua Aureliano Coutinho, no Centro, naquele momento. O motorista, de 73 anos, conhecido como Luis, disse que perdeu o freio do Quantum quando descia a rua e, para evitar uma tragédia, atravessou a pista e jogou o veículo na direção de uma loja de roupas íntimas. O acidente ocorreu por volta das 18h30 e a batida fez com que a porta do estabelecimento ficasse amassada. Os bombeiros chegaram logo depois, mas não houve nenhuma vítima no acidente. O próprio condutor recusou o atendimento.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Colmeia em árvore preocupa moradores da Castelânea

Tribuna de Petrópolis - 20/04/2011


Abelhas voltam a preocupar moradores e pedestres de uma movimentada área urbana da cidade. Funcionários da indústria de equipamentos ópticos CM, na Rua Professor Cardoso Fontes, na Castelânea, reclamam que em novembro de 2010 foi feito um pedido à Secretaria de Meio Ambiente para a retirada de uma colméia, que está dentro de uma árvore em frente à fábrica, mas até agora não tiveram nenhum posicionamento sobre a questão. A empresa já se propôs a pagar pela retirada, mas é necessário obter autorização da secretaria. 
“As abelhas atacam quem passa por aqui e essa é a nossa principal preocupação. Uma criança e um homem já foram picados e outros ataques podem acontecer. Quando começa a esquentar é que elas saem mais. Quem passa e não sabe da existência das abelhas acha até que são mosquitos, por isso colocamos uma placa alertando do perigo”, disse Ana Cristina Ramalho, secretária da empresa.
Na rua, além da empresa (que ocupa dois galpões, um em cada lado da via) e várias residências, existe também uma clínica de saúde e duas escolas nas proximidades. “As pessoas nos procuram, para que a gente resolva o problema. Só que o espaço é público e é responsabilidade do governo. Desde novembro, quando recebemos a visita do técnico da Secretaria de Meio Ambiente, estamos esperando, mas já são cinco meses e nenhuma providência”, declarou Ana Cristina.
O Corpo de Bombeiros, quando acionado nestes casos, indica o apicultor João Batista de Carvalho para efetuar o serviço de retirada das abelhas. A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informou que o laudo autorizando a retirada da colmeia já está pronto. A empresa pode buscá-lo na sede da secretaria, que fica na Rua Sete de Abril, 609, Centro.

PEC cresce no segundo tempo e vence Assoeva

Assessoria Liga Futsal

PEC garantiu um importante resultado em casa
Em partida válida pela Liga Futsal deste ano, Poker/PEC e Assoeva/Unisc/ALM se enfrentaram ontem (19/4) em Petrópolis – região serrana do Rio de Janeiro. Jogando em casa, o clube fluminense garantiu mais três pontos na tabela com uma vitória pelo placar de 2 a 1. 

O confronto no ginásio da UCP, como todos já esperavam, foi equilibrado do início ao fim, principalmente na primeira etapa, quando o time gaúcho não se acuou diante da pressão local. Do lado fluminense, com Vander Carioca sempre levando perigo, as jogadas de ataque prevaleceram.

Bem postada no setor defensivo, a Assoeva tentava surpreender o PEC nas jogadas rápidas de contra-ataques. Com toda torcida a seu favor, o elenco comandado pelo técnico Sérgio Sapo sufocou a equipe visitante, mas pecou nos arremates e não conseguiu sair do zero a zero antes do intervalo.

No segundo tempo, a história do jogo mudou. Mais atento, o time da casa não desperdiçou as chances que teve e tratou logo de abrir o placar. Alvim, aos 26min55, foi o primeiro a marcar. Na sequência, numa conclusão precisa, Andrey também fez o seu e aumentou a vantagem fluminense.

Ainda vivo na partida, o clube do interior gaúcho foi para o tudo ou nada e por pouco não chegou ao empate. Restando menos de um minuto para o apito derradeiro, Régis marcou contra, diminuiu para a Assoeva, mas não evitou o triunfo petropolitano – 2 a 1, resultado final. 

Para o supervisor César Augusto Freitas, a Assoeva atuou de igual pra igual em Petrópolis. “Fizemos um primeiro tempo muito bom. Fomos aguerridos e lutamos pelo resultado positivo. A Assoeva hoje atuou como há tempos não se via fora de casa, mas infelizmente não conquistou o resultado positivo”, comentou o dirigente gaúcho. 

Na próxima rodada, o Poker/PEC irá enfrentar o Peixe/Mazza, novamente em Petrópolis, no dia 5/5 (quinta-feira). O compromisso da Assoeva/Unisc/ALM também será contra o time candango, mas no dia 23/4 (sábado), em Venâncio Aires.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Taxista é suspeito de participar de venda de drogas no Caxambu

Tribuna de Petrópolis - 19/04/2011


No Caxambu, a polícia apreendeu 30 papelotes de cocaína e dinheiro

Na tarde de ontem, uma equipe do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 26º Batalhão da PM realizou uma operação na localidade do Campo do Lusitano, no Caxambu. Comandada pelo sargento Reginaldo, a equipe fez a apreensão de 30 papelotes de cocaína, três trouxinhas de maconha, R$ 130 em espécie, oito folhas de cheque assinadas (cada uma no valor de R$ 400), quatro celulares, 19 notas promissórias e uma balança de precisão. Foram três detidos e encaminhados para a 105ª DP.
A Polícia Militar recebeu uma denúncia que relatava o envolvimento de um taxista com o tráfico de entorpecentes. Eles apuraram as informações recebidas e confirmaram a acusação. O taxista possui ponto na Rua Silva Jardim, no Centro, e levava os clientes até as proximidades do ponto de venda das drogas. Ele efetuava a compra por R$ 15 e revendia por R$ 20, além de cobrar pela corrida. 
Para realizar a operação, a Polícia teve que interceptar um dos traficantes que estava motorizado. Ele confessou o crime, mas disse que a aquisição das drogas era feita por seu irmão, na Barreira do Vasco, no bairro carioca de São Cristóvão. Foram conduzidos à delegacia os dois irmãos e o taxista. “As ações do GAT não se restringem a um só bairro ou região. O tenente coronel Vidal nos deu liberdade para atuar em toda a cidade. É importante que as pessoas continuem nos ajudando através do Disque Denúncia, pelos telefones 2242-8005 e 190”, disse o cabo Caetano, presente na operação.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pé de Vento dá show na Corrida da Ponte

Assessoria MEP - Movimento Esportivo de Petrópolis

Dobradinha da equipe petropolitana
A Pé de Vento levou a torcida ao delírio ao vencer a Corrida da Ponte com dois atletas chegando ao mesmo tempo. Damião Ancelmo e Giovani dos Santos completaram a prova em 1h6min os dois cruzaram a linha de chegada simultaneamente, de mãos dadas. A vitória inovadora surpreendeu a todos e levou a organização da prova a dar aos dois o prêmio de R$ 10 mil, premiação oferecida ao primeiro colocado. Em terceiro lugar ficou o Tanzâniano Kipkemei Mutai, que completou a prova em 1h8min.
A prova exigia grande resistência dos atletas devido ao calor, as subidas e a umidade na ponte Rio-Niterói. Logo no início, Giovani, Damião e Kipkemei se distanciaram dos demais. A partir do quilômetro 12 os atletas da Pé de Vento mostraram que ninguém tiraria a vitória deles e deixaram o Tanzaniano para trás.
Os fundistas Eliezer de Jesus Santos, Jose Gutembergue Ferreira, também da equipe petropolitana, foram bem na prova e completaram em sexto e sétimo lugar respectivamente.
Ao fim da corrida os vencedores comemoram muito a vitória com ótima vantagem sobre os adversários, principalmente o africano. “Nós sabíamos que seria uma prova difícil e o tanzaniano vinha bem, mas nós utilizamos o nosso jogo de equipe e conseguimos deixá-lo para trás”, afirmou Damião, que agradeceu a ajuda de toda a equipe e também do patrocinador, o Movimento Esportivo de Petrópolis.
Giovane explica que o gesto de chegar de mãos dadas não havia sido planejado e também comemorou o resultado. “Foi no finalzinho ali que a gente decidiu isso, porque para a gente não faz diferença quem chega em primeiro e segundo. Nós somos amigos e a gente sempre se ajuda e felizmente as pessoas gostaram do nosso gesto”, celebrou.
No feminino a brasileira Marily dos Santos completou a prova em 01h19min foi a campeã. A tanzaniana Jackline Suma Sakilu chegou logo em seguida, conquistando a segunda colocação, enquanto a queniana Ednah Muicwana foi a terceira.

Pé de vento também domina prova em Cabo Frio

A Pé de Vento também teve três atletas disputando o Circuito Fluminense, em Cabo Frio e seguindo o exemplo dos companheiros em Niterói e todos conquistaram as primeiras colocações.
Antônio Barbosa completou a prova em primeiro lugar e José Cícero Eloy chegou na segunda colocação. Jéssica Ladeira representou a equipe na categoria feminina e foi a vencedora da prova.Com a vitória da jovem, da apenas 16 anos, ela segue líder do Circuito Fluminense tendo vencido duas das três etapas já disputas e ficando em segundo lugar em outra.

Serrano e Condor ficam no empate

Assessoria Serrano

Alexandre Dragão foi o autor do gol de empate serranista
Sob o olhar do novo treinador Gilson Maciel que observava os seus novos comandados da arquibancada, o Serrano ficou apenas no empate em 1 a 1 contra o Condor, neste sábado, no Estádio Joaquim Flores, em Nilópolis. Este foi o terceiro empate consecutivo do Leão da Serra, que agora está há quatro jogos sem vencer.
No outro jogo da chave, o Yasmin recebeu o líder do grupo América de Três Rios. E a exemplo da outra partida, o confronto também ficou no 1 a 1.
Com os resultados, as posições no grupo não se alteram. O América de Três continua na liderança, agora com 13 pontos, seguido de Serrano com 11 e o Yasmin completa a zona de classificação, já definida, com nove pontos.
O Serrano faz agora o último jogo da primeira fase diante do América de Três Rios, no próximo domingo de Páscoa, fora de casa.
O JOGO
Sob um calor intenso, Serrano e Condor iniciaram a partida. Mesmo já sem condições de classificação, o time mandante começou a todo vapor e logo no primeiro minuto chegou ao gol. Hudson dominou uma bola cruzada da esqueda, dominou, e com categoria colocou a bola no canto direito de Jeferson: Condor 1 a 0.
O gol fez acordar a equipe do Serrano. Partindo com tudo para o ataque para tentar o empate rápido, a equipe petropolitana chegava com freqüência ao ataque. Até que aos 14 minutos, Joel fez boa jogada pela direita, foi ao fundo, cruzou, e Alexandre Dragão esperto cabeceou bem para igualar o placar: 1 a 1.
Logo em seguida, a partida caiu de rendimento devido ao forte calor que castigava os jogadores desde o início do jogo. A primeira etapa reservou apenas algumas jogadas mais violentas, que renderam dois cartões amarelos, um pra cada lado, e nada mais. Fim do primeiro tempo, tudo igual.
O início da etapa final repetiu o fim do primeiro tempo. Sem grandes lances, o jogo ficava amarrado nas faltas feitas no meio-campo, que deixavam a partida truncada. Aos 12 minutos, o técnico interino do Serrano resolveu mudar. Colocou Maycon no lugar de Júlio e, aos 18, tirou Edvan para colocar Victor Santos. As alterações fizeram o jogo ficar mais aberto, porém o excesso de faltas continuava travando o jogo.
O resultado disso foi o restante da partida com muitos cartões amarelos e pouca emoção. Fim de partida, tudo igual, 1 a 1.
GOLS: Hudson - Condor (1'1°T); Alexandre Dragão (14'1°T) .
SERRANO: Jeferson; Joel, Vitor, Willian Xavier e Raí (Matheus – 39'2°T); Brunão, Douglas (C), Paulista e Júlio (Maycon – 12'2°T); Edvan (Victor Santos – 18'2°T) e Alexandre Dragão. Técnico: Adriano Lancetta.
CONDOR: Jonas; Wesley, Felipe, Cláudio e Jean; Carlos, Twyeres (Rocha – 19'2°T), Leandro e Jardel; Hudson (Rodolfo – 37'2°T) e Wesley. Técnico: Sidney Rodrigues.

domingo, 17 de abril de 2011

Um equívoco: Procon nega atendimento a empresas

Tribuna de Petrópolis - 17/04/2011


Empresários e moradores do Vale da Boa Esperança, em Itaipava, estão desde quarta-feira sem o serviço telefônico. Ao procurar uma solução para o problema, que causa prejuízos a todos, um empresário foi ao Procon, depois de entrar em contato com a operadora Oi. Na entidade de Defesa do Consumidor recebeu a notícia de que o órgão atende preferencialmente pessoas físicas. Empresas deveriam procurar diretamente a Justiça comum. De acordo com o advogado  José Carlos de Araújo Almeida Filho, “a norma não é excludente e  interpretação do Ministério da Justiça não é lei”.
O advogado diz que o Código de Defesa do Consumidor define que  “consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final”. Mas, com base numa recomendação do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado ao Ministério da Justiça, o Procon de Petrópolis não atende empresários.
“A pessoa jurídica, apesar de contratar o serviço, não é o consumidor final. Além disso, empresas têm condições de ir direto à Justiça. Se a indústria ou comércio utiliza o serviço telefônico para obter lucro, como parte da cadeia produtiva, não está sendo o destino final. Se for parte da atividade econômica, o Procon não tem como resolver a questão. Buscamos soluções administrativas”, disse Júlio Francisco Pesenti Ramos, responsável pelo Procon em Petrópolis.
O advogado José Carlos de Araújo Almeida Filho diz que submeter a lei a uma interpretação como esta é um grande equívoco. E citou até um caso para mostrar a confusão. “Se uma costureira compra uma máquina ela não estaria sendo uma consumidora final, de acordo com a interpretação vigente, pois ainda iria produzir roupas. Mas se o equipamento der problema? Ela não poderá procurar o Procon?”, relatou ele.
“Primeiramente, recomendação do Ministério da Justiça não é norma. E, ainda que fosse, quando diz preferencialmente, não está excluindo a pessoa jurídica. Essa interpretação dúbia do Procon só prejudica os consumidores. Eles estão com um entendimento equivocado. A norma não faz distinção. A pessoa jurídica é o sujeito de direito”, disse o advogado, que atua na área de Direito Empresarial e é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).
José Carlos disse ainda que luz e telefonia são indispensáveis para qualquer consumidor. “A telefonia é um bem essencial e o Procon deveria agir neste caso. Eles estão adotando uma tese que fere o próprio Código de Defesa do Consumidor”, finalizou.

Protesto: empresas do Vale do Cuiabá estão desde quarta-feira sem telefone

Tribuna de Petrópolis - 16/04/2011


Após o castigo das chuvas em janeiro, que vitimou dezenas de pessoas, veio o castigo da Oi para moradores e empresários da região do Vale do Cuiabá. Eles estão sem o serviço telefônico desde quarta-feira. Uma das reclamações dá conta de que o valor mais alto para as empresas na tarifa de telefone deveria garantir um serviço de melhor qualidade. Segundo os empreendedores locais, a região está abandonada desde a chuva. 
Os problemas na telefonia começaram na noite de quarta-feira, após uma operação da Ampla. Desde então, moradores e administradores de empresas lutam para ter o restabelecimento da rede telefônica. Um deles entrou em contato com a operadora do serviço, a empresa Oi, e esta fixou o prazo para conserto em até cinco dias. O mesmo empresário ainda entrou em contato com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que informou que, para pessoas jurídicas, o serviço deve ser realizado em até oito horas.
A Oi informou que um rompimento de cabo, causado por obras de terceiros, prejudicou o fornecimento do serviço de telefonia fixa de alguns clientes na região do Vale do Cuiabá, em Petrópolis. A empresa acrescenta que já acionou sua equipe técnica e que o reparo será concluído até hoje.

Encontro ecumênico: comunidade Ahmadia promove sua 18ª reunião anual

Tribuna de Petrópolis - 16/04/2011


Neste ano, o Jalsa Salana reuniu 110 participantes. Eles participaram de discussão que tinha como tema a humanidade

A Comunidade Ahmadia Muçulmana do Brasil realizou no dia 3 de abril mais uma reunião anual, a 18ª Jalsa Salana, que neste ano teve como tema Humanidade. A reunião, já tradicional na cidade, é um evento ecumênico e congrega representantes de várias religiões e seitas. O evento deste ano contou com 110 participantes. No dia anterior, 20 jovens membros da comunidade participaram de uma gincana com diversas brincadeiras, na sede que fica na Estrada da Saudade, 215.
“O tema deste ano, Humanidade, tinha o objetivo de mostrar às pessoas que não é preciso só fazer o bem a quem se conhece. Às vezes, muitos se preocupam em olhar somente as diferenças e não veem a caridade que cada um possui. Todos elogiaram o trabalho promovido pela Ahmadia e a iniciativa de realizar um encontro ecumênico”, disse Wasim Ahmad Zafar, presidente da associação, que nasceu no Paquistão mas declarou ter coração brasileiro.
Foram cinco os representantes de outras religiões no ato: frei Volney Berkenbrock, diretor comercial da Editora Vozes, que representou os católicos; Celso Antônio Ferreira, do 3º Conselho Espírita de Unificação do Rio de Janeiro; Raimunda de Jesus, da Igreja Protestante; Dóris, da Seicho-No-Ie; e Roberto Francisco, do GCE. Também compareceu João Oliveira, presidente da Associação de Deficientes Visuais de Petrópolis.
O vigário-geral da Diocese de Petrópolis, monsenhor Paulo Elias Daher Chédier, enviou uma mensagem. No texto, além de dizer que orava pelo evento, disse esperar “que a 18ª Jalsa Salana aumente os laços de amizade e fraternidade que devem unir a todos nós para nossa alegria e felicidade. E contribua para maior entendimento entre todos os povos e religiões”. O prefeito Paulo Mustrangi também enviou um telegrama de felicitações.
A Reunião Anual da Ahmadia recebeu ainda uma mensagem especial do Khalifa, líder supremo da Comunidade Ahmadia Muçulmanas Internacional. Ele expressou sua felicidade pela escolha do tema e parabenizou a realização do ato ecumênico. “Os direitos humanos são estabelecidos verdadeiramente pelo Islã, libertando o homem de todas as barreiras de discriminação, seja por cor, nação ou religião”, diz um trecho da carta de cinco páginas.
“A cada pessoa deve-se amar como pessoa, independentemente de sua religião, nação ou cor. O Islã significa paz. Os atos terroristas não têm nenhuma relação com os ensinamentos do islamismo, que prega a paz e o entendimento entre os povos”, declarou Wasim. Na reunião, marcaram presença Nadeem Ahmad Tahir, vice-presidente da Ahmadia, e Ijaz Ahmad Zafar, secretário da Ahmadia. 
A Jalsa Salana terminou com uma oração, onde cada um rezou da sua maneira. Depois foi apresentada uma exposição do Alcorão, em mais de 50 idiomas. Ainda foi servido um almoço com comidas típicas da comunidade muçulmana. A Ahmadia está aberta aos visitantes e disponibiliza para contato o telefone             (24) 2242-1385       e o e-mail – info@ahmadia.org.br. A associação tem também um site: www.ahmadia.org.br.